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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 339

(Ponto de Vista de Elara)

— Vamos rodar mais uma patrulha em duas horas, tentem descansar um pouco. — Chamei os cinco para ficarem diante de mim, e, como esperado, vieram os resmungos, mas, mesmo entendendo o motivo, simplesmente ignorei. Minha mãe estava em coma agora, e os curandeiros precisaram sedá-la porque, toda vez que ela abria os olhos, perdia completamente o controle, gritando, se debatendo, puxando o próprio cabelo, com os olhos arregalados sem enxergar nada ao redor… O que quer que estivesse na mente dela transformava a minha mãe doce e tranquila em uma lunática violenta.

Meu pai, por outro lado, estava todo destruído, por isso assumi todas as responsabilidades dele, já que ele não conseguia sair do lado dela, completamente distraído, correndo o risco de se machucar ou machucar alguém. Logo, virei para ir embora, esperando conseguir descansar um pouco também, mas, antes, eu precisaria ver como ele estava.

Jax, Dev e eu nos revezávamos para levar roupas e comida para ele todos os dias, e, na primeira vez que fiz isso, ele praticamente brigou comigo por tentar fazê-lo sair de perto dela por cinco minutos para tomar um banho no vestiário dos curandeiros. Depois disso, consegui transferir os dois para um quarto de maternidade, onde havia um banheiro completo e tudo o que ele precisava enquanto cuidava dela, então, agora, nós trancávamos a porta e ninguém entrava enquanto ele não estivesse ao lado dela, porque ele não estava disposto a correr nenhum risco com a companheira.

A minha loba concordava totalmente com isso, embora continuasse jogando imagens do Ben na minha cabeça, me pressionando em silêncio para ligar para ele. Ele só estava fora há dois dias, então eu não entendia por que ela estava reagindo assim à ausência dele dessa vez, afinal, ele tinha a própria alcateia para cuidar, a própria Luna podia estar sob ameaça, o Alfa dele também… "Talvez…" No entanto, nenhum de nós tinha tempo para distrações de vínculo agora.

Assim que voltei para a casa da alcateia, Melanie, uma das ômegas, me encontrou na porta com duas bolsas nas mãos e uma expressão que eu não soube identificar.

— Melanie, obrigada por preparar isso pra mim. — Estendi a mão para pegar as bolsas, mas eu devia saber que não seria tão simples.

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