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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 370

(Ponto de Vista de Ben)

Fiz o trajeto de uma hora em cerca de quarenta e cinco minutos, aproveitando cada segundo para fazer o máximo de ligações possível. Afinal, eu precisava chegar até a minha garota. “Minha garota… É, o som disso já não me incomodava tanto quanto antes…” Agora, o que eu precisava mesmo era convencê-la de que ela era minha e de que eu não tinha a menor intenção de tirar o título dela, não importava o que aquele bando de idiotas ao redor dela dissesse.

‘Bem, pelo menos você deu conta de ir até o fim.’

‘Cala a boca, idiota. Você ama a Kennedy tanto quanto eu.’

‘Mas eu nunca estive apaixonado por ela. Agora anda logo, quanto mais a gente se aproxima, mais eu sinto a tensão e a inquietação da nossa companheira. Ela está sofrendo.’

Ela ia precisar de tempo para aceitar o vínculo comigo, além de muita insistência da minha parte. Ainda assim, antes de qualquer coisa, precisávamos resolver essa situação envolvendo os intrusos e as bruxas, porque, do contrário, ela nem consideraria me ouvir.

Estacionamos em frente à casa da alcateia, e, mal coloquei o carro em ponto morto, já saltei para fora, correndo direto para dentro. Até porque eu também conseguia sentir aquilo…

Logo, atravessei o lugar às pressas, seguindo direto em direção às vozes exaltadas que vinham de perto do escritório da Alfa.

— Não! Eu não vou comer nada até você me mostrar. — “Que porr* era essa?”

— Mas, Alfa, fui eu que preparei, como sempre. Não tem mais ninguém aqui. — “Novamente… Que merd* era essa?”

— Elara, o que está acontecendo? — Perguntei, entrando pela porta.

— Elara, sai dessa. Levanta, vai comer, tomar um banho e depois a gente junta todas as informações para traçar um plano.

— Quem diabos você pensa que é para me dar ordens? — Ela se levantou de forma ameaçadora, contornando a mesa como a predadora que era.

— A única pessoa que você não pode comandar. A gente pode resolver isso numa boa ou complicar tudo, mas você vai de qualquer jeito.

— É mesmo? Pois… Tenho trabalho a fazer. Por que não volta para a sua namoradinha loira e deixa a gente se virar sozinho? — Inclinei a cabeça, mas não disse nada. Eu nunca tinha mencionado a Kennedy para ela, mas só podia haver uma loira a quem ela se referia… — Ah, você achou mesmo que eu não sabia dela? É por isso que você saiu correndo quando eu ou o Junior precisamos, né? Então vai lá, não faz falta. — Ela fez um gesto displicente com a mão, me dispensando. Não fazia ideia do que tinha naquele gesto, mas, pelo jeito, foi a gota d’água.

Avancei sobre ela antes que pudesse reagir. Joguei o ombro contra o abdômen dela, provavelmente com mais força do que precisava, mas ela tinha me irritado e sabia se virar. Em seguida, ergui-me totalmente, colocando-a sobre o ombro enquanto ela gritava todos os palavrões possíveis. Da última vez, precisei cansá-la para fazê-la dormir, e não sabia se aquele era o melhor caminho agora, mas, ainda assim, a vontade de arrancar aquela insolência dela à força era quase impossível de controlar.

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