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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 375

(Ponto de Vista de Elara)

— Então me diz uma coisa. Quando alguém ia me contar que eu ganhei um novo Beta sem o meu consentimento? — Fui puxando a irritação de propósito, porque, pelo menos assim, eu conseguia me concentrar melhor quando estava com raiva dele.

— Sinceramente, não faço ideia. Eu mesmo só descobri quando passei pelo Arco Lunar de Prata e o Alfa James me disse que tinha enviado todas as minhas coisas para cá e que meu irmão ia assumir o meu lugar.

— E isso não te incomodou nem um pouco? Você basicamente foi tirado de lá e jogado aqui, em uma alcateia que mal está se sustentando. — Puxei o ar devagar, segurei por um instante, aproveitando a tensão nos pulmões, e, quando soltei e me virei, ele já estava perto, de braços cruzados, esperando eu terminar. — Não vai ser simples nem rápido, você sabe disso, então por que se meter nessa?

— Pra começo de conversa, eu não me meti em nada. A gente veio ajudar um vizinho que precisava, e o meu Alfa me colocou como ligação.

Revirei os olhos e me afastei, seguindo para a cozinha. Afinal, eu precisava comer, e ele definitivamente não estava ajudando em nada.

— Me fala dessas bruxas. Você deu algumas informações para o Jax e o Dev sobre como sentir magia, o que é ótimo, mas ainda não encontramos quem está conjurando. Como a gente pega eles? Precisamos acabar com isso... Eu não vi mais problema com drogas desde que você foi embora. Acho que o Junior também não. Então ou eles pararam de vender, o que é improvável, ou arrumaram outro jeito de passar pela gente.

Assim que entrei no espaço amplo, Melanie deu um pulo para trás, se afastando do balcão onde preparava algo.

No entanto, caminhei até ela e a envolvi em um abraço. Os braços dela ficaram soltos ao lado do corpo, hesitantes, e eu senti a tensão no ar.

— Me desculpa mesmo. Não tem justificativa para o jeito que eu te tratei. A perda dos meus pais e tudo o que veio depois me abalou… Me deixou fora de mim. Será que você consegue me perdoar? — Sussurrei no cabelo dela. E sabia que o Ben estava ouvindo, mesmo sem se mover atrás de mim.

— Claro, Alfa. — Ela saiu do abraço ainda meio insegura, mas tentando. — Eu revisei toda a cozinha, e o chá da sua mãe foi a única coisa alterada, sinto muito. — Ela olhou para os próprios pés, respirou fundo e voltou a me encarar. — Mas eu sei quem é o fornecedor. Tem algumas pessoas na alcateia que acham que todo ômega é burro... — Ela revirou os olhos, e eu acabei rindo. “Aquela era minha gerente da casa no modo trabalho!” — Só uma loja trazia a marca que sua mãe preferia. Então foi adulterado quando chegou lá ou durante o empacotamento.

— Você sabe onde é feito o empacotamento antes de ir para a loja? — Ben perguntou antes que eu conseguisse.

— Não, Beta, mas posso descobrir, se quiser. A dona da loja é uma boa mulher, mas o companheiro dela é horrível. — Aquilo fez meus instintos se agitarem. “Como eu podia não saber uma coisa tão básica, tipo de onde minha mãe comprava chá? E pior, como a gente permitiu que um companheiro potencialmente abusivo agisse desse jeito?”

— Melanie, a gente tem algumas coisas para resolver hoje. Pode mandar todas as refeições para o escritório? A gente avisa se precisar sair, assim você não precisa ficar nos procurando.

— Claro, Beta. — Ela sorriu para ele, e meu estômago revirou. Eu não gostei nada disso... “Que merd* estava acontecendo comigo?”

Virei e empurrei ele para fora da cozinha, enquanto aquele idiota ria. Eu não consegui ouvir, mas senti o corpo dele vibrando sob minhas mãos.

Capítulo 375 1

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