(Ponto de Vista de Elara)
— Me dá o poder da fenda! — Ela gritou tão perto do meu rosto que senti a saliva atingir minha pele.
A conversa com minha mãe foi interrompida na mesma hora, e precisei usar todo o autocontrole que tinha para manter a expressão neutra.
"Então minha mãe estava dentro da minha cabeça, dizendo que eu estava pronta... Pronta pra quê, porr*?" Enquanto isso, a maluca seguia cuspindo em mim. Eu já estava ficando irritada com toda aquela merd* vaga e cheia de mistérios. "Queria respostas de uma vez!" Mas, se teve uma coisa que meus pais me ensinaram, foi que não reagir irritava muito mais o oponente do que entrar na discussão tentando provar que estava certo. Assim que toda aquela loucura terminasse, minha mãe ia ter que sentar comigo para uma conversa daquelas. E eu nem ligava se ela era real ou só fruto da minha cabeça surtando com o estresse. "Nós... Íamos... Conversar.
Só que, antes de qualquer coisa, eu ainda precisava lidar com a psicopata maldit*!"
Forcei os braços contra as correntes de terra envolvendo meu corpo, testando até onde aquelas amarras realmente conseguiam me prender. Ela continuava me encarando, esperando ouvir exatamente o que queria. Pena que aquilo jamais aconteceria.
"Se aquele lugar era tão importante para as bruxas e deveria ser compartilhado por todos, então aquela mini ditadora podia ir direto para o inferno!" Eu conseguia sentir a impaciência dela crescendo, e aquilo me deixava estranhamente satisfeita de um jeito meio sádico. Quando ela se moveu, provavelmente pronta para berrar comigo outra vez, resolvi falar antes.
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— Então você está tentando exigir acesso a uma coisa que claramente odeia você... Vindo de alguém que acabou de conhecer e cujo nome você nem teve a decência de dizer? Você precisa urgentemente de alguém pra te ensinar educação, bruxinha. A Fenda não foi até você. Ela veio até mim. E depois de machucar tanta gente importante pra mim, você definitivamente não merece esse poder. — Joguei de volta o mesmo tom debochado e superior que ela vinha usando desde o começo. Afinal, naquele momento, tudo se resumia a ganhar tempo.
"Talvez ela acabasse revelando o plano dela. Ou, pelo menos, me desse alguma pista do que estava acontecendo... Até porque ela claramente precisava de mim, caso contrário eu já estaria morta. Com sorte, Ben e os outros ainda teriam tempo de acordar e entender comigo o que aquela maluca estava tentando fazer, antes que fosse tarde demais para parar ela."
Ela começou a andar de um lado para o outro atrás de mim, enquanto eu escutava as tentativas frustradas de controlar a própria respiração. "Pelo menos estava aprendendo uma coisa sobre mim: eu nunca lidei bem com ordens. E, sinceramente, nenhum Alfa lidava…"
Como ela saiu do meu campo de visão, foquei na Fenda à minha frente. Com os dedos dos pés na borda, senti a pulsação daquela energia deslizando sob minha pele. Era agradável, parecido com a primeira dose de cafeína do café da manhã. E as raízes segurando meu corpo também não pareciam hostis. Elas me mantinham imóvel, porém sem causar dor ou pressão. "Honestamente, aquilo lembrava mais uma proteção do que uma cela…"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...