(Ponto de Vista de Kennedy)
Assim que abri a porta, trombei com duas paredes sólidas de músculos. "Que inferno era aquele?" Eu até esperava que o Jason estivesse ali, mas…
— Ah, qual é! Sem chance. Bennet, fala sério, não tem nada mais interessante para você fazer, não? — Eu não devia descontar nele, afinal, ele não tinha feito nada além de estar no meu caminho e perto demais para o meu conforto.
— Não. — Ele nos avaliou com uma expressão neutra. — Não vejo você reclamando do Jason por estar fazendo o trabalho dele. — O tom soou magoado. "Ele estava irritado comigo?"
— Ele está fazendo o que é esperado, seguindo a própria Luna. Por que eu faria drama por causa disso?
— E eu estou fazendo o mesmo, seguindo a minha. Aceita isso. Não é algo para discutir. — "O quê?" Senti minha carranca se aprofundar. "Não, ele não estava magoado… Estava só de saco cheio por ter que andar comigo. Perfeito… Éramos dois incomodados, então!"
Rayna agarrou meu braço e começou a andar antes que eu pudesse partir para cima do Bennet.
"Maravilha. Vai ver esse é o jeito normal deles quando não tem festa rolando. Talvez tenham sido legais naquela visita só para deixar tudo mais fácil para Rayna…"
Respirei fundo descendo as escadas, já tentando conter a irritação. Quando chegamos lá embaixo, a presença elétrica da tia Beth foi quase um alívio, desviando minha atenção por um instante. Jason e Bennet ficaram no canto do salão, só de olho. O olhar dela, no entanto, entregava tudo: preocupação, conflito, aquela sensação de que todo mundo já tinha conversado sobre mim sem que eu soubesse.
"De novo…" Eu odiava ser deixada de fora, sempre barrada por não ter um vínculo mental com ninguém. No fundo, daria qualquer coisa pra conseguir trocar umas palavras com a Rayna a sós…
Tive quase certeza de ter escutado Bennet rir, antes de Jason rebater com um:
— Dá um tempo. — Seguido de um: — Se prepara, porque agora ela é problema seu.
"Idiota!" Revirei os olhos e sorri para Rayna, que ria daquela provocação.
— Certo, está na hora! — A tia Beth começou a festejar, e só então me dei conta de como o tempo tinha voado. Parecia que tínhamos acabado de chegar ali, mas já devia ter passado pelo menos uma hora. — A Kennedy e eu vamos para os nossos lugares Já já nos vemos. — Nós duas abraçamos Rayna mais uma vez e saímos da tenda.
Bennet caminhava logo atrás do meu ombro direito, sempre presente no meu campo de visão, do mesmo jeito que fazia na Alcateia da Lua Sombria. "Ele já sabia naquela época? Será que todo mundo sabia e simplesmente não me contou nada?" Respirei fundo e empurrei esses pensamentos para longe, porque, se não fizesse isso, acabaria arrumando uma briga. Mas essa conversa ainda ia acontecer. À noite.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...