(Ponto de Vista de Kennedy)
— Você só pode estar de sacanagem. Ryker, me põe no chão. Agora! — Era impossível ignorar o fato de que meus olhos estavam grudados na bunda mais absurda que já vi, enquanto eu acertava uns músculos que pareciam feitos de pedra. E, como se já não fosse constrangedor o bastante, aquele volume na frente dele continuava roçando na minha perna, me deixando ainda mais distraída.
— Nem pensar, docinho. Você anda arisca demais. Eu não ia querer que você fugisse de novo e se perdesse. Tem muitos lobos maus por aí, prontos para te devorar. — "Agora ele achava que era um comediante…"
Eu sabia que aquilo não ia adiantar nada e que provavelmente deixaria hematomas em mim no dia seguinte, mas continuei me debatendo só para me fazer de "difícil" e deixá-lo tão irritado quanto eu estava naquele momento. Era uma questão de princípio, de lembrá-lo de que ele não tinha controle absoluto sobre mim. Enquanto eu me mexesse o bastante para obrigá-lo a ajustar a pegada o tempo todo, já estaria satisfeita.
A dor, por outro lado, ajudava a manter minha raiva acesa, impedindo que eu começasse a gostar do contato da pele dele nas minhas mãos ou do cheiro do perfume, do sabonete, ou fosse lá o que ele usava.
Foi então que ouvi o som dos pneus esmagando o cascalho do caminho de terra irregular.
— Até que enfim. — Ele resmungou, comigo ainda jogada sobre o ombro. Sem conseguir distinguir nada, eu apenas supus que fossem Danny e Josh quando ele se aproximou. Então a porta se abriu e, num segundo, fui atirada para o banco de trás, sentindo tudo rodar. — Levem ela para a casa da alcateia. Ela não deve ficar sozinha sob nenhuma circunstância, nem mesmo no próprio quarto. — A porta bateu na minha cara e ele se afastou sem olhar para trás, enquanto eu descobria, tarde demais, que as travas de segurança infantil não me deixariam sair por conta própria.
— Para onde você vai, Alfa? — Josh perguntou em voz alta, pelo bem da minha sanidade, ou pelo menos era o que eu esperava, porque já estava exausta das conversas às escondidas.
— Verificar se há mais invasores nessa floresta. Eles raramente andam sozinhos.
— Quer apoio? — Danny perguntou.
— Ken, você não pode simplesmente sair assim. E se algo tivesse acontecido? Você teve sorte de Bennet e Ryker terem pegado o invasor antes que ele te alcançasse.
— É. Tive muita sorte de meus amigos lobos acharem genial manter a bichinha humana por perto, contanto que a coleira fosse curta o bastante para ela não fazer nada sem eles saberem ou autorizarem. — A frase deveria ter soado sarcástica e cortante, porém saiu cansada, derrotada.
Jeremiah se afastou e me encarou, claramente magoado, mas eu estava exausta demais para me importar.
— Você sabe que não é assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...