— Quanto você ganha trabalhando na Galeria Noir por mês? Cinco mil? Dez mil? Eu te pago dez mil por mês, peça demissão do emprego.
Helena ouviu que Flávia e Heloísa eram ambas líderes de equipe na Baoli.
Se Flávia pedisse demissão, a pessoa mais notável na Baoli seria Heloísa.
Ela só queria abrir o caminho para Heloísa com antecedência.
— Você bateu a cabeça na porta? — Flávia perguntou com voz fria.
— Como você ousa falar assim comigo? — Helena ficou com o rosto lívido, já dando um passo à frente.
Flávia olhou para Valentino, que estava parado ao lado com indiferença, e a pouca culpa que sentia por ele desapareceu sem deixar vestígios.
— Parem com isso. — A voz fria de Dona Maíra veio de trás.
O rosto de Helena enrijeceu, e ela tomou a iniciativa de se sentar à mesa.
— Comam. — Dona Maíra lançou um olhar de advertência para Helena, e ao vê-la se calar, sentou-se na cabeceira.
A refeição terminou.
— Vó, tenho coisas a fazer, vou indo. — Depois de falar, Flávia não se importou com a expressão das outras pessoas, apenas abriu a porta e saiu.
Valentino encarou as costas dela por um momento. — Também vou indo.
—
Quarta-feira, sete da noite, Restaurante Belle Escale.
A enorme sala privada estava lotada com os funcionários das equipes um e dois de restauração.
Valentino vestia uma camisa preta, com as mangas dobradas até os antebraços, revelando linhas firmes.
O homem sentou-se no assento principal, contendo um pouco de sua aura de superioridade.
Heloísa estava sentada ao lado de Valentino.
Ele empurrou o cardápio para Heloísa: — Peça a comida.
— Tudo bem. — Heloísa concordou naturalmente, pedindo alguns dos pratos favoritos de Valentino.


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