Após se lavar, Flávia apagou a luz e deitou-se na cama.
Olhando para a noite pela janela, não tinha sono.
Apenas quando o dia clareou lá fora ela não aguentou mais e caiu num sono profundo.
De manhã.
Pietra, na sala, encostava-se na porta do quarto de Flávia de vez em quando para ouvir.
Temia que ela cometesse alguma loucura.
Às dez horas, Flávia abriu a porta e saiu.
— Pietra, estou bem, vá fazer suas coisas. — Flávia não tinha ânimo para fazer o cabelo, deixando os fios soltos nas costas.
O vestido que usou também era um que já havia usado antes.
— Vou ao banquete da família Moretti.
O banquete da família Moretti ia das onze da manhã até as dez da noite.
Embora as figuras importantes sempre chegassem por último, ela não ousou apostar.
E se o Dr. Walder não gostasse de agitação?
O celular de Flávia tocou, era Rafael.
— Flávia, acabei de descobrir que o Dr. Walder tem um quadro herdado da família. Por causa do tempo, está desgastado e rachado, e ele está procurando alguém para restaurar.
— Certo, entendi. — Flávia agradeceu. — Obrigada, Rafael.
— A família Sun não recebeu convite, não poderei ir com você.
— Tudo bem, eu consigo ir sozinha. — O olhar de Flávia era firme.
Desligou.
— Flávia, me ligue se precisar de algo, irei o mais rápido possível.
— Certo.
Flávia dirigiu até a família Moretti. Como ainda era cedo, poucas pessoas haviam chegado.
A residência da família Moretti tinha arquitetura antiga e imponente. Dizem que o governo tentou comprálo para transformálo em um ponto turístico público, mas a família Moretti recusou a proposta.
No momento, ela não tinha humor para admirar, indo depressa até o salão de banquetes e encontrando o lugar com a melhor vista para se sentar.
Os minutos passavam, e o salão de banquetes ficava cada vez mais cheio.
No entanto, ainda não havia sinal do Dr. Walder.
Flávia sentiu o coração apertar.

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