Por causa da atitude do Valentino naquele dia, Flávia também não suportou olhar para o Arthur.
Ela não queria revelar a situação real para ele.
Ele e Valentino estavam do mesmo lado; contar a ele não adiantaria, e eles acabariam rindo da cara dela.
Arthur não entendia por que ela repentinamente agia com frieza em relação a ele.
Antes, por causa da relação com a criança, os dois se relacionaram um pouco melhor.
— Então eu vou indo.
Flávia não estava com vontade de jogar conversa fora, e soltou apenas um leve "Humm".
Heloísa olhou para Arthur. — Arthur, onde você foi?
— Acabei de ver um conhecido e fui dar um oi. — Arthur não mudou a expressão.
Otávio Lima puxou seu pescoço e sussurrou de perto: — Você foi viajar, então ainda não sabe, né? O Valentino e a Flávia já foram ao Registro Civil se divorciar.
— Sério? — Arthur se surpreendeu.
— Claro que é verdade, nós até fizemos uma festa. — Otávio percebeu sua surpresa e continuou murmurando em seu ouvido.
Arthur não estava escutando nada; o rosto de Flávia aparecia inconscientemente em sua mente.
Ela tinha olheiras escuras óbvias nos olhos, que estavam até um pouco vermelhos; mesmo com maquiagem, dava para ver.
Será que procurar o Dr. Walder era apenas uma desculpa?
— Vou ao banheiro. — Arthur afastou a mão de Otávio e caminhou.
Chegou a um canto vazio lá em cima e abriu o celular, encontrando o contato de Flávia.
Os dedos dele flutuaram sobre a tela, mas ele não conseguiu ligar.
O que ele diria na ligação?
Perguntaria se ela ia mesmo se divorciar do Valentino?
Isso equivaleria a colocar sal na ferida.
Se ele fosse consolá-la, ele não teria motivos para isso.
Colocou o celular no bolso e voltou, dando apenas dois passos antes de ver Valentino não muito longe.
— Aceita um cigarro? — Arthur tirou um cigarro e entregou para Valentino.

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