O Dr. Walder correu do carro com uma expressão irritada. — Você não quer mais viver?! Você sabe o que teria acontecido se o carro não freasse?!
Flávia ficou paralisada no chão e bateu no próprio peito por medo.
— Eu sei, mas eu tenho que fazer isso.
O Dr. Walder suspirou, sabendo que se não ouvisse tudo até o fim, ela não desistiria.
— Diga.
— A minha mãe corre risco de morte, ela tem doença cardíaca congênita, aqui estão os exames dela.
Flávia puxou a bolsa caída no chão e pegou os densos relatórios de exame.
— O que você tem? — Dr. Walder não pegou e perguntou em um tom suave.
— Você tem uma pintura familiar que posso consertar.
— É mesmo? — Dr. Walder olhou em dúvida para a mulher no chão, com os fios de cabelo soltos.
— Tem fotos? Posso ver as pinturas e te dizer meu jeito de reparo.
Flávia se apoiou no chão tentando se erguer, e o Dr. Walder deu-lhe a mão de forma gentil.
— Obrigado.
O Dr. Walder pegou as fotos no celular e as deu a Flávia.
Flávia franziu as sobrancelhas e, dois minutos depois, ergueu o olhar. — Posso consertar.
Em seguida, detalhou cada um dos desgastes vistos a olho nu e os passos necessários para consertar.
O Dr. Walder ouviu e foi ficando cada vez mais surpreso. — Tudo bem, eu acredito em você.
Eles trocaram contato e Flávia lhe passou o endereço e a hora.
Os dois se separaram.
Fortes dores atingiram a barriga de Flávia. Ela sentou‑se na calçada, segurando o abdômen para descansar um pouco.
Bebê, você entende a sua mamãe, né?
Sua mãe não quer perder a própria mãe.
Eu também não quero perder você.
Logo após a cirurgia de amanhã da avó ser um sucesso, sua mãe descansará para te trazer de forma saudável para o mundo.

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