Flávia nem olhou para as outras pessoas no quarto e fixou os olhos em Valentino: — Valentino, vem cá fora, preciso falar com você.
— Srta. Flávia, não é falta de educação invadir o nosso quarto sem dizer nada?
O olhar de Flávia se deslocou para Heloísa. Ela usava uma máscara e, depois de uma noite, o rosto havia desinchado bastante, mas ainda dava para ver o inchaço vermelho.
— Eu sou educada com as pessoas decentes. Mas você não conta como uma.
A voz fria dela chegou aos ouvidos de todos.
Os olhos de Heloísa mostraram raiva, já que a conta de ontem ainda não tinha sido paga.
E hoje a mulher teve a coragem de vir até a sua porta.
Ela achava que a família Vasconcelos era fácil de ser intimidada!
— Srta. Flávia, eu só quero que você peça desculpas para a minha avó. Afinal, ela está mais velha e tem problemas de coração. Entrar sem bater pode assustá-la.
Heloísa com cara de injustiçada, virou-se para Valentino: — Valentino, não sei por que, mas a Srta. Flávia parece ter algum problema comigo.
— Não tem problema. — Valentino acariciou o cabelo dela para confortá-la e olhou para Flávia: — Diga o que tem que dizer aqui.
— Tudo bem. — Flávia também não fez rodeios e foi direta: — Me passe o horário do Dr. Walder para hoje.
Valentino olhou para ela.
Flávia tinha um olhar teimoso e não queria ceder. Ela enfrentava todo mundo ali sozinha, sem nenhuma intenção de recuar.
Heloísa franziu a testa, fingindo estar incomodada.
— Srta. Flávia, você sabe que a minha avó precisa da cirurgia com o Dr. Walder. Veio aqui de propósito arrumar confusão?
— Estou falando com o Valentino. — o tom de Flávia era cortante e ela não desviava o olhar dele.
— Srta. Flávia, a minha filha está falando educadamente, você precisa ser tão grossa? — Mirella Vasconcelos estava indignada. — É assim que a sua mãe te ensinou?
Ao ouvir isso.

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