Heloísa sorriu de canto e ergueu o queixo.
Flávia a fez passar raiva ontem, e hoje ela devolveria com juros e correção!
— Srta. Flávia, sinto muito. O Dr. Walder vai operar a minha avó hoje. Quanto à sua mãe, eu lamento muito.
Seu tom era suave, mas aos ouvidos de Flávia, soava como uma cobra venenosa exibindo as presas.
Ninguém notou que Valentino digitou e enviou uma mensagem de texto.
— Não há como negociar?
Os olhos de Heloísa brilharam. — Se você sair da Poly, eu posso até pensar no seu caso.
— Heloísa. — Uma voz idosa veio da cama do hospital, carregada de insatisfação.
Dona Olga estava insatisfeita porque Heloísa não parecia se importar com a vida dela.
Flávia pensou em algo e não disse nada.
Heloísa riu.
— Srta. Flávia, vendo essa sua cara de ansiedade, achei que amasse muito a sua mãe. Não sabia que era só fachada. — Heloísa deu uma risadinha.
— A vida da sua mãe está nas suas mãos. O que vai fazer só depende de você. Só não sei se a sua mãe não vai morrer de raiva se descobrir que a vida dela não é mais importante que o seu trabalho.
— Heloísa, eu e o Valentino ainda não nos divorciamos. — O olhar de Flávia mudou.
Depois de falar, ela passou os olhos pelo quarto, deixando a família Vasconcelos lívida.
Valentino continuava sentado no sofá, calmo e elegante, como se a confusão no quarto não tivesse nada a ver com ele.
— Flávia, você e a Heloísa são irmãs, o sangue fala mais alto. Se há algum problema, sentem-se e conversem direito.

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