— Dr. Walder, me desculpe incomodar tão tarde, mas eu me machuquei na mão recentemente e acho que vai levar um mês e meio para conseguir terminar a restauração do seu quadro.
Faltava só mais uns quinze dias para a mão dela melhorar, e o quadro dele precisava de cerca de vinte.
— Cuide das suas feridas primeiro, a minha pintura não tem pressa.
O Dr. Walder quis saber como ela estava e em seguida os dois desligaram.
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Camarote do Restaurante Belle Escale.
Vestindo um terno branco, Dr. Walder abriu a porta e o primeiro a ver foi Valentino sentado no assento de honra.
Quando seus olhos pousaram em Heloísa logo ao lado, o sorriso sumiu do seu rosto.
— Sr. Monteiro, Srta. Heloísa.
— Dr. Walder, na última festa eu não tive como me apresentar direito porque aconteceram umas coisas. Deixe-me fazer isso agora.
Heloísa levantou-se com elegância e estendeu a mão. — Sou Heloísa Vasconcelos, restauradora. Tenho duplo doutorado pela Academia Real de Artes.
— Que incrível da sua parte. — Dr. Walder apertou a mão dela e rapidamente sentou do outro lado de Valentino.
Os garçons começaram a servir os pratos.
Dr. Walder passou os olhos e viu que todos haviam sido pedidos conforme o seu gosto.
Os três trocaram umas palavrinhas de cortesia.
— Ouvi dizer que o Dr. Walder tem um quadro de família que precisa de restauração, será que já achou a pessoa certa para o serviço?
Heloísa levantou a taça de vinho e deu um gole, tocando no assunto como se não quisesse nada.
— O meu quadro já está sendo restaurado.
Ouvindo a resposta, Heloísa lembrou-se do dia no hospital, de quando Flávia saiu do escritório de Dr. Walder com uma coisa na mão.
Os olhos dela brilharam e ela perguntou, sondando: — É com a Srta. Flávia?


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