Valentino Monteiro respirava rápido e ofegante. Seu corpo todo parecia uma fornalha, e o calor escaldante dele chegava até Aurora Valente por baixo da camisa.
O corpo de Aurora ficou tenso, sem ousar se mover, apenas esperando que a razão de Valentino voltasse logo.
Valentino abaixou o olhar; o pescoço da mulher era branco e esguio, e os pequenos lóbulos das orelhas, de uma pele suave, estavam rosados.
Ele sentiu a boca seca, o pomo de adão se moveu duas vezes, e seus lábios finos beijaram levemente o pequeno lóbulo da orelha dela.
A respiração quente bateu na orelha de Aurora, trazendo um formigamento. O corpo dela amoleceu, e Valentino aproveitou para pegá-la no colo, caminhando em direção ao quarto principal.
Aurora sentiu‑se subitamente suspensa no ar e soltou um grito de surpresa: — Ah!
Valentino fechou a porta com o pé. O quarto estava totalmente escuro. Ele colocou Aurora na cama, os olhos brilhando.
— Valentino! Você enlouqueceu!
Aurora entrou em pânico e gritou: — Eu sou a Aurora, vá procurar a Isabel Duarte!
Valentino afrouxou a gravata sem pressa, tirou a camisa e revelou o abdômen firme e forte, com os músculos bem definidos.
Aurora recuava sem parar. Bem quando ia fugir, seu tornozelo foi segurado.
O corpo quente do homem a pressionou, e beijos densos caíram sobre os lábios brilhantes de Aurora.
A atmosfera ambígua encheu todo o quarto.
Pouco tempo depois, ruídos íntimos ecoaram por todo o quarto.
A lua lá fora se escondeu timidamente nas nuvens.
—
No dia seguinte.
Beatriz Viana acordou e não viu Aurora. Desceu da cama descalça e correu para o banheiro, gritando enquanto corria: — Mãe! Mãe!
Lucinda ouviu o barulho e entrou rapidamente pela porta: — Beatriz, o que foi?

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