Flávia não a chamou de mãe, apenas disse casualmente: — Ninguém sabe que sou a Sra. Monteiro, então não há como eu envergonhar a família Monteiro. Se eu envergonhar alguém, será a família Viana.
— Já que a senhora tem medo que eu envergonhe a família Monteiro, que tal eu a chamar de tia quando estivermos fora de casa?
Dona Helena ficou sem palavras e seu rosto escureceu.
O que ela quis dizer com isso? Ela estava reclamando por não ter um status oficial?
Ela nem considerava que estava casada há sete anos sem dar à luz um filho ou filha, e ainda tinha a audácia de procurar falhas na família Monteiro.
— Tia que seja. — Dona Helena bufou friamente e apertou o passo.
Flávia seguiu atrás de Dona Helena em um ritmo tranquilo, com a mente a mil.
Ela precisava encontrar uma desculpa para não levantar suspeitas.
As duas se registraram e entraram na fila.
A fila diminuía e a vez de Flávia estava quase chegando.
— Tia, espere por mim um momento, vou ao banheiro.
Ela esperava que, ao voltar do banheiro, já fosse a vez da próxima pessoa. Assim, teria que pegar outra senha.
— Vá rápido. — Ao ouvir Flávia realmente chamá-la de tia, Dona Helena sentiu-se ainda mais irritada.
Depois de enrolar por dez minutos no banheiro, Flávia finalmente saiu.
— Tia, nossa senha já passou?
Havia apenas uma pessoa na frente dela agora há pouco. Com dez minutos passados, a senha dela deveria ser inválida.
— Ainda não.
— Por favor, Flávia, dirija-se ao consultório número um. — O alto-falante anunciou.
O rosto de Flávia endureceu, enquanto Dona Helena já havia se levantado e começado a andar.
Vendo que ela continuava parada ali, gritou impacientemente: — Flávia!
Flávia voltou a si e entrou lentamente no consultório.
Havia uma médica de meia-idade no consultório. Ela olhou para Flávia e perguntou: — O que você está sentindo?
— Doutora, ela está casada com o meu filho há sete anos e nunca engravidou. Viemos fazer alguns exames para ver se há algum problema com o corpo dela. — Dona Helena sentou-se na cadeira.
— O marido veio?
— Não, doutora. Meu filho definitivamente não tem problemas, a saúde dele sempre foi ótima desde pequeno. — Dona Helena olhou para Flávia com um olhar de desgosto. — Ela, por outro lado, não tem uma saúde muito boa. Por favor, dê uma olhada.
— Se forem investigar a causa, é melhor que ambos venham. Já que ele não veio hoje, que seja. — A médica prescreveu os exames. — Façam os exames primeiro e me tragam os resultados.

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