— O que você foi fazer hoje? — Quem perguntou foi Dona Margarida.
— Fui ao hospital... — Dona Helena percebeu algo e mudou de tom: — Não foi nada.
— O que você foi fazer no hospital?
— Eu não estava me sentindo bem. São problemas antigos. — Dona Helena pegou os dados e apressou-as: — Rápido, vamos começar.
As outras três se entreolharam e não perguntaram mais nada.
— Helena, Valentino está casado há anos. Por que ele ainda não quer filhos? — Dona Glória, sentada na posição oeste, perguntou com fingida curiosidade.
Dona Helena a fulminou com o olhar discretamente. — O Valentino está muito ocupado com o trabalho e tem que administrar os negócios da família Monteiro. Ontem mesmo, ele estava discutindo uma parceria no exterior. Com grandes habilidades vêm grandes responsabilidades, e eu, como mãe, não deveria incomodá-lo com assuntos familiares.
Dona Glória casou cedo e seu filho também.
Embora o filho dela e Valentino tivessem a mesma idade, a criança dele já tinha onze ou doze anos.
Dona Margarida e Dona Eunice riram.
Dona Helena estava insinuando indiretamente que o filho de Dona Glória era incompetente.
Afinal, o Sr. Glória já havia desistido de seu filho e começara a treinar diretamente o neto. Isso era um segredo aberto em seu círculo.
Dona Glória rangeu os dentes: — Dinheiro pode ser ganho a qualquer momento, mas você não pode ter filhos apenas porque quer.
Esta frase atingiu diretamente o ponto fraco de Dona Helena.
Não importa quão ricos os Monteiros fossem, eles precisavam de alguém para assumir. Não podiam deixar tudo para os parentes distantes.
Vendo o rosto sombrio de Dona Helena, Dona Margarida interveio a tempo: — Não entendemos de negócios. Vamos jogar cartas.
Dona Helena planejava recuperar hoje o dinheiro que perdera há dois dias, mas não esperava ter ainda mais azar.
Apenas ela perdia, enquanto as outras três ganhavam.
Ela perdeu dois milhões.

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