Depois de falar, ele fez questão de olhar para a expressão de Valentino.
O rosto ainda mantinha aquela expressão fria, mas o olhar tornara-se um pouco mais sério.
Talvez fosse pela forma como ele se referiu a Augusto Viana, ou talvez pela proximidade de sua relação com Flávia Viana.
Fosse qual fosse o motivo, enquanto Valentino ficasse insatisfeito, Rafael sentia-se satisfeito.
— Certo. Venha nos visitar quando tiver tempo livre, Rafael. A família Viana sempre será de portas abertas para você. — Augusto Viana fez o convite com sinceridade.
— Pode deixar. — Rafael disse, depois caminhou em direção à porta. Ao passar por Valentino, acenou com a cabeça e deixou a casa dos Viana.
Flávia Viana se despediu de Augusto Viana.
Augusto Viana assentiu sorrindo, então olhou para Valentino em um tom neutro: — Vá com cuidado, Sr. Monteiro. Não vou acompanhá-lo até a porta.
Valentino franziu a testa de maneira quase imperceptível.
Ele percebeu agudamente que a atitude de Augusto Viana em relação a ele era fria, enquanto era entusiasmada com Rafael.
Ele achou que as emoções de Augusto Viana se deviam ao assunto do Shopping Laranjeiras, mas não deu importância a isso.
Valentino assentiu com a cabeça, virou-se e deu alguns passos para acompanhar Flávia Viana. — A Dona Maíra pediu para eu vir te buscar.
— Você poderia me ligar se precisasse de algo, eu mesma posso dirigir até lá. — Flávia Viana não parou de andar. — De agora em diante, não venha mais à casa dos Viana se não houver nada importante.
Parecendo não esperar que ela dissesse isso, o homem virou a cabeça para ela e pousou o olhar afiado sobre ela.
Depois de um momento, Valentino apenas murmurou um "Hum".
Os dois dirigiram seus próprios carros, entrando um após o outro no Solar dos Monteiro.
Quando chegaram ao Solar, já eram seis horas, exatamente na hora do jantar.
A comida na mesa era toda a que Flávia Viana gostava de comer.


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