Dona Maíra Monteiro também notou a atitude fria de Flávia Viana para com Valentino.
Todo ano, no aniversário de Flávia Viana, ela instruía Valentino a preparar um presente para ela.
A expressão dela sempre escondia alegria cada vez que recebia o presente, sendo evidente à primeira vista.
Ser tão indiferente com Valentino era uma novidade.
Pensando nisso, Dona Maíra Monteiro lançou um olhar furioso para Valentino, que agia como se nada tivesse acontecido.
Durante a refeição, Flávia Viana não trocou uma única palavra com Valentino.
Sempre que ele falava, ela não respondia.
Ela conversava apenas com Dona Maíra Monteiro.
Percebendo as emoções dela, Valentino apenas lançou um olhar para ela.
Às dez horas.
Flávia Viana levantou-se: — Dona Maíra, eu já vou.
Antes que Dona Maíra Monteiro pudesse dizer algo, Valentino também se levantou junto com ela.
Os olhos de Flávia Viana demonstraram choque por um instante, logo tornando-se indiferentes.
Talvez ele fosse procurar Heloísa.
Os passos tranquilos do homem seguiam Flávia Viana por trás, e bem quando ela estava prestes a entrar no carro.
Valentino abriu a boca: — Eu tenho algo para te dar.
Flávia Viana virou-se, surpresa, apontando para si mesma com o dedo indicador.
— Espere por mim.
Dito isso, Valentino caminhou em direção ao carro dele.
Flávia Viana ficou no lugar, fitando as costas de Valentino.
As roupas pretas do homem pareciam se fundir à escuridão da noite, e sob o luar, seus traços faciais pareciam ainda mais esculpidos.
— Abra para ver. — Valentino entregou-lhe uma caixa retangular, mantendo uma mão no bolso.
A caixa preta tinha uma textura muito boa, proporcionando uma sensação agradável ao toque.
Ao abrir a caixa, havia uma pintura lá dentro.
Começando a adivinhar o que era, as pontas dos dedos de Flávia Viana ficaram pálidas ao apertar a caixa, e sua respiração acelerou um pouco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta