Hospital de Santa Mônica.
Tiago, que estava de cabeça baixa mexendo no celular, sentiu um aroma familiar e ergueu os olhos.
Uma mulher com uma silhueta extremamente parecida com a de Flávia caminhava não muito longe.
Após segui-la por dez minutos, confirmou que era Flávia.
Não tinha ouvido falar que ela estava indisposta, o que ela veio fazer no hospital?
Seu irmão veio ao hospital visitar um paciente hoje, e ela coincidiu de vir também? Isso era muita coincidência.
Pegou o elevador e encontrou o quarto onde Valentino estava.
Tiago não entrou; ele não gostava daquelas hipocrisias sociais.
Esperou na porta por cerca de vinte minutos até que Valentino finalmente terminou de conversar.
Ao mesmo tempo.
Flávia saiu do consultório do médico, olhou para o embrião do tamanho de um grão de feijão no exame, e seus lábios se curvaram de forma inconsciente.
Ao se lembrar dos batimentos cardíacos fetais que ouviu na sala de ultrassom, sentiu algo diferente.
Dobrou o exame, deu um passo à frente, e com apenas dois passos ouviu a voz de Tiago.
Valentino saiu e viu Tiago esperando ao lado. — Você...
— Valentino, vamos rápido, se não formos agora, será tarde demais. — Tiago interrompeu Valentino, agarrando seu braço e puxando-o para fora.
Com medo de esbarrarem em Flávia e deixá-la conseguir o que queria.
A expressão no rosto de Flávia congelou.
Ela estava na esquina, espiou e viu Tiago puxando Valentino na direção dela.
O peito apertou, as palmas das mãos suaram; agora era tarde demais para voltar.
Decidiu arriscar.
Ela tentou acalmar a respiração, pressionando o corpo contra a parede, rezando mentalmente para que Valentino não a descobrisse.
Aconteceu exatamente o que ela mais temia.
Valentino e Tiago passaram por ela, e Flávia suspirou aliviada de leve.

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