Gabriela não compreendia aquelas coisas.
Apenas achava que Péricles era bastante atencioso e sentimental.
A mulher parada na esquina da escada ouviu a conversa entre Caio e Gabriela.
Para ela, aquilo parecia uma coisa simples para Péricles.
Era apenas o jeito dele de fingir despreocupação.
Do banheiro, ouviu-se novamente o som de vômito.
Estefânia virou-se e voltou para o quarto.
Com a mãe ao seu lado, o Pequeno Nozinho dormiu profundamente.
Ninguém sabia quanto tempo havia passado.
Péricles tomou banho, entrou no quarto do Pequeno Nozinho e ficou olhando o filho.
Ele o olhava atentamente, segurava sua pequena mão, apertava seu pezinho; onde seus olhos alcançavam, havia apenas ternura.
O garotinho virou-se de lado.
Continuou dormindo.
“Esse menino não gosta muito de mim, sempre gosta de me contrariar. Quando crescer, não será fácil de lidar,” ele disse, com um sorriso amargo nos lábios.
Estefânia permaneceu em silêncio.
Embora Péricles tivesse tomado banho, o cheiro de álcool ainda permanecia nele.
“Beba menos daqui para frente.” Ela nem sabia por que dissera aquilo de repente.
Assim que falou, arrependeu-se.
Aquela frase havia sido dita por preocupação.
Talvez temesse que ele morresse e ninguém cuidasse dos assuntos do pai.
Ou talvez houvesse outro motivo.
Ela também não sabia.
Péricles achou que ela estivesse incomodada com o cheiro de álcool em seu corpo.
Levantou-se e saiu do quarto do Pequeno Nozinho.
Foi para a sala de estar.
Serviu-se de outra taça de vinho tinto.
A cor do vinho tremulava.
Ele virou a taça de uma vez só.
Estefânia aproximou-se e tirou a taça de sua mão.
“Péricles, você já é um homem feito, não pode ter um pouco de juízo?”
Ele não se irritou, agarrou o pulso dela, segurou firme e tomou a taça de volta. “Cuide da sua vida.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Morte dele Chega Antes do Divórcio?