“Ah.”
Alara se virou e saiu do banheiro, fechando a porta cuidadosamente. Seu coração batia descompassado.
Então, era essa a sensação de se apaixonar...
Ela não se afastou muito.
Aguardou do lado de fora do banheiro.
Péricles saiu após vomitar, talvez por ter se levantado rápido demais, somado ao efeito do álcool.
Seu corpo não se firmou.
Cambaleou duas vezes.
Alara se apressou, apoiando-o com uma das mãos, que acabou repousando diretamente sobre o peito dele.
A camisa estava aberta.
Sua mão tocou diretamente a pele dele.
Muito quente.
O coração dela acelerou.
Péricles, por reflexo, afastou Alara, fechou os botões da camisa e disse: “Por que você ainda está aqui?”
Sua cabeça se encontrava um pouco confusa.
Algo estava errado.
Por que ela estava em sua casa?
“Por que está na minha casa? Não deveria estar no sítio com a mamãe? Veio aqui pra quê?”
“Mano, a mamãe me pediu pra trazer um presente pra cunhada, acabei cochilando e dormi sem querer. Se quiser, vou embora agora, não fico tranquila com a mamãe sozinha no sítio.” Alara se virou e começou a sair.
Péricles a chamou: “Deixa pra ir amanhã, já está tarde. Vai descansar cedo.”
“Tá bom.”
Péricles subiu as escadas.
Alara, com as mãos para trás, o acompanhou com o olhar até que ele sumiu de vista.
Só então, discretamente, levou a mão que havia tocado o peitoral dele ao nariz e sentiu o cheiro.
Depois, levou a ponta dos dedos aos lábios e mordeu-os levemente.
O cheiro de homem.
Um desejo intenso, uma vontade incontrolável...
……
Como de costume, Péricles tomou banho e foi até o quarto do pequeno Nogueira.
Estefânia já dormia.
No silêncio do ambiente, apenas a respiração suave podia ser ouvida.
O pequeno Nogueira estava quase na beirada da cama, deixando um grande espaço no centro.
Péricles tirou os sapatos e se deitou.
Puxou o filho mais para a lateral e se acomodou no meio dos dois.
Estefânia acordou sentindo calor.

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