— Me faça sua, Kaian. — O pedido ofegante me levou a loucura, meu pau pulsou e meu lobo se sacudiu dentro de mim, implorando para sair e reivindicá-la.
Mas uma batida desesperada na porta ecoou, como se o mundo estivesse desmoronando.
A raiva explodiu em meu peito, quente e cortante, enquanto eu lutava contra o desejo que ainda gritava em minhas veias. Faltava tão pouco, tão pouco para que eu arrancasse minhas roupas que me separavam dela, para que enterrasse meu pau fundo dentro dela e a marcasse como minha.
Meu lobo uivava, exigindo que eu ignorasse a interrupção, mas as batidas continuavam, afobadas e sem interrupção, conflitando com meu autocontrole e o dever que tinha com o meu povo.
Bufando, levantei-me do sofá, o corpo tenso, e ergui Alina comigo, segurando-a firme pelos ombros.
— Vá o quarto — ordenei vendo-a se levantar comigo, o corpo completamente entregue com aquelas bochechas coradas e a respiração ofegante, os seios pesados ainda a mostra, assim como a boceta coberta apenas com a fina camada clara de pelos.
Ainda conseguia sentir o cheiro de sua excitação exalando, o gosto de sua boceta em minha boca, assim como seu gozo que estava marcado agora em meu rosto e minha barba.
— O que aconteceu?
— Suba. — Não queria que ninguém a visse assim, com a lingerie rasgada, o rosto corado, o cheiro de sua excitação impregnado no ar, ela era minha e ninguém mais podia vê-la desse jeito. — Não deve ser nada demais.
Alina hesitou me encarando com aqueles olhos verdes enquanto puxava a renda do sutiã para o lugar, mas assentiu rapidamente antes de subir as escadas com passos rápidos, me dando uma bela visão de sua bunda.
Meu lobo rosnou em protesto, não era isso que deveria estar acontecendo, mas eu me virei para a porta, tentando apagar o fogo que ainda queimava em mim.
Quando abri a porta um dos soldados que patrulhavam a área estava na minha frente, a respiração descompassada, os olhos arregalados, roupas rasgadas e as mãos cobertas de sangue fresco. Meu estômago se revirou.
— Aconteceu de novo — ele disse quase sem fôlego e aquelas palavras foram como um balde de água fria apagando qualquer desejo.
Bati a porta com força, o som ecoando pela casa e corri em direção ao cheiro metálico de sangue enquanto o peso daquelas palavras caía sobre mim. Atravessamos a reserva com o ar da noite parecendo mais frio naquele momento, o cheiro de morte voava no ar conforme nos aproximávamos, deixando o peso em meus ombros maior.
Chegamos à clareira perto da fronteira norte, e a cena diante de mim fez meu sangue ferver. Dois jovens lobisomens, pouco mais que adolescentes, estavam mortos caídos no chão, o sangue encharcando a terra como uma mancha escura em volta de todos os sinais de luta. Marcas de tiros e facadas cobriam seus torsos, o ar ali estava uma bagunça, uma mistura de cheiros, sangue, morte, pólvora, prata, humanos…
Meus punhos se fecharam e minha unhas se cravaram nas palmas, enquanto a raiva tomava conta de mim. Eu ia matar alguém. Queria caçar quem fez isso e arrancar suas entranhas.
— Humanos — cuspiu o soldado, apontando para três corpos a poucos metros dali, caídos em posições desajeitadas e membros dilacerados, as roupas escuras rasgadas. — Eles atacaram rápido. Mataram esses dois, feriram mais alguns dos nossos e conseguiram levar dois garotos nossos... — Ele hesitou, os olhos baixando para as roupas dos mortos. — Estão chegando cada vez mais perto.
Tinham sido enviados pelos laboratórios, aquelas roupas acenderam um ódio antigo, uma ferida que nunca cicatrizou. Os humanos que nos caçavam, que nos tratavam como cobaias, que mataram meus pais e tantos outros. Meus dentes rangeram, e um rosnado baixo escapou do meu peito.
— Como eles sabiam onde atacar? — perguntei com a voz baixa, ecoando toda minha raiva, enquanto meu olhar varria a clareira.
Eu vi os anciãos e outros começarem a chegar, suas expressões tão sombrias quanto a minha. Tudo ali era horrível, uma verdadeira carnificina.

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