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A Noiva Rejeitada do Alfa romance Capítulo 42

O sinal do GPS do carro de Alina piscou, me mostrando um posto de gasolina na cidade vizinha e eu não pensei duas vezes antes de seguir até lá apressado, meu coração martelando no peito a cada centímetro que eu chegava mais perto dela, mas algo dentro de mim ainda repetia que não era aquilo, que não estava certo, algo estava faltando. Mas ela tinha que estar lá, não havia outro lugar para que Alina estivesse e eu me negava a acreditar que a tinha perdido para sempre.

Estacionei avistando o carro de longe e meus olhos vagaram procurando por ela. O posto era um lugar decadente, luzes néon piscando em tons de azul e vermelho, o cheiro de gasolina misturado ao de fritura velha do minimercado anexo. O que diabos Alina iria fazer em um lugar como aquele?

Andei até o carro familiar que estava com as luzes apagadas e nenhum sinal dela, a não ser o perfume ainda impregnado ali. Meu pulso acelerou, o lobo farejando o ar, mas o cheiro dela era fraco, quase desbotado, como se horas tivessem passado desde que ela estava perto dele.

Entrei no mercado ouvindo os sinos da porta tilintando como um alarme, e um senhor de idade com barba por fazer e olhos cansados, ergueu o olhar do jornal.

— O carro azul ali fora. Onde a garota que o dirigia foi?

O homem franziu a testa, coçando a barba e semicerrou os olhos, me analisando de cima a abaixo.

— Quem está perguntando?

— Eu sou o marido dela e quero encontrá-la.

— Você fez algum mal à garota? Porque ela parecia ter chorado por muito tempo antes de aparecer aqui. — ele cruzou os braços na frente do peito, mostrando que não se intimidava com meu tamanho ou minha proximidade, e eu não pude evitar de lembrar de Leon e dos alfas, Alina surtia esse efeito nas pessoas, fazia com que todos quisessem defendê-la.

— Não, por Deus, eu nunca a machucaria. — jurei tentando parecer mais calmo, a última coisa que queria era ameaçar um senhor para conseguir informações. — Nós tivemos uma briga e eu fui para o trabalho e quando cheguei ela não estava lá. Eu só preciso encontrar minha mulher e fazer com que ela me perdoe.

O homem continuou me analisando por um longo segundo e eu torcia para que ele me dissesse onde ela estava logo, não aguentava mais aquela falta de informações, o medo de não saber como Alina estava.

— Não sei se você está dizendo a verdade, mas ela parecia bem triste. Deve ter feito uma grande besteria. — ele disse me fazendo sentir ainda pior. — Mas eu não posso te ajudar com o paradeiro dela, a garota chegou aqui com pressa para vender o carro, dizendo que queria ir embora. Me vendeu por um preço muito baixo antes de me pedir para levá-la até a estação de trem. Eu não sei para onde foi, mas sei que estava com duas malas grandes. A deixei na estação há algumas horas.

As palavras me acertaram como um soco no estômago, roubando o ar de fazendo meu lobo uivar de frustração. Vendeu o carro? E foi embora de trem? O que ela tinha na cabeça? A vontade dela de ficar longe de mim era tão grande assim?

O desespero me consumiu enquanto eu voltava para casa pensando no que fazer, tentando encontrar outra forma de descobrir onde ela tinha ido. Alina deixou tudo para trás, mas eu não podia apenas sentar e esperar que ela voltasse para buscar os outros pertences. Precisava fazer algo!

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