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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 42

Pamela

Acordei ainda com a raiva entalada na garganta. A proposta absurda de Caleb ainda ecoava na minha mente, como uma provocação constante que não me deixava em paz. Como ele teve a audácia de me oferecer um acordo… de me usar como uma solução conveniente para os problemas familiares dele? Eu não era uma moeda de troca.

Vesti-me com mais intenção do que o habitual. Uma blusa de tecido leve, quase transparente sob a luz certa, e uma saia lápis justa que marcava cada curva com perfeição. Meus saltos soaram alto contra o chão do apartamento enquanto caminhava até a porta. Se ele queria jogar sujo, eu mostraria que também sabia brincar.

Cheguei na empresa antes dele, como sempre. A sala ainda estava silenciosa, os corredores pareciam suspensos num momento de pausa. Sentei na minha mesa e mergulhei no trabalho, tentando ao máximo ignorar cada lembrança do seu toque, cada eco da voz dele no meu corpo.

Mas, claro, não durou muito.

— Bom dia, Pamela — ele disse quando passou pela minha mesa, a voz baixa e calma, como se não tivesse balançado meu mundo no dia anterior.

Não respondi. Apenas fingi estar absorta em uma planilha, como se minha pele não tivesse arrepiado ao ouvir meu nome na voz dele. Ele entrou na sala dele e fechou a porta. E eu... continuei fingindo normalidade.

A manha passou devagar. A tensão entre nós era quase palpável. Vez ou outra, eu o via de canto de olho. Caleb estava mais sério que o normal, mas havia algo no jeito como ele me olhava que parecia diferente. Como se ele estivesse esperando... algo.

Quando o relógio marcou meio-dia, levantei, peguei minha bolsa e me preparei para sair para o almoço. Mas antes que eu pudesse dar um passo, meu celular vibrou.

Mensagem de Caleb:

Entre na minha sala. Agora.

Meu coração acelerou. Hesitei por um segundo. Mas, por fim, meus pés me levaram até a porta dele como se tivessem vontade própria. Bati uma vez antes de entrar.

Assim que passei pela porta, ele se levantou. Com um clique, trancou a porta atrás de mim e puxou a cortina da persiana, fechando a visão do mundo lá fora. Meu corpo reagiu com um arrepio involuntário.

— O que você pensa que está fazendo? — perguntei, tentando soar firme, mas minha voz saiu mais baixa do que eu esperava.

Ele sorriu, aquele sorriso perigoso que sempre mexia comigo.

— Eu apenas estava com saudade do seu sabor.

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