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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 49

Pamela

Eu estava com a cabeça cheia.

Sabe quando você sente que precisa desligar do mundo antes que ele te engula de vez?

Era exatamente assim que eu me sentia naquele final de tarde. Já fazia algum tempo que Caleb havia sumido pela mansão. Não o vi durante o almoço. Nem depois. Nada. Nem um rastro daquele homem que costumava encher a casa com suas passadas firmes e aquele perfume ridículo de tão bom.

Talvez tivesse ido trabalhar… ou se esconder de mim. Vai saber.

Depois de chamar por ele pelo corredor e ouvir apenas o eco da minha própria voz (um pouco dramático, mas verdadeiro), decidi ir até o nosso quarto. O "nosso quarto". Que conceito estranho.

Empurrei a porta e olhei ao redor. Tudo no lugar. Nenhum sinal de Caleb. Chamei, mesmo sabendo que ele não estava:

— Caleb? Tá aí?

Nada. Só o silêncio e a minha vergonha por estar falando com o vazio.

— Ótimo — murmurei. — Melhor assim.

Era minha chance. Eu estava louca pra experimentar aquela banheira dos sonhos que mais parecia uma piscina em miniatura. Banheira de filme. Coisa de rica. Não é todo dia que uma garota pode ter seu momento "luxo e ostentação", então tratei logo de aproveitar.

Tirei a roupa, coloquei o roupão felpudo (sério, aquele roupão provavelmente valia mais que meu antigo carro), prendi o cabelo num coque frouxo e fui direto para o banheiro.

Quando abri a porta, meu queixo quase caiu.

O banheiro era simplesmente o paraíso. Mármore branco, luz natural entrando pelas janelas enormes, espelhos com LED, velas espalhadas (quem coloca velas no banheiro assim, só pra decoração? Ricos, claro) e a tal banheira — linda, enorme, brilhando como uma joia no centro.

— Ahhhh — suspirei. — É aqui que eu vou morrer. E feliz.

Abri a torneira e deixei a água quente encher a banheira. Joguei um pouco de sais perfumados que estavam ali num potinho de cristal. Cheiro de lavanda com alguma coisa chique que eu nem sabia pronunciar. Desamarrei o roupão, entrei com cuidado e… céus.

A água morna me abraçou como se dissesse: "relaxa, garota, tá tudo bem agora".

Fechei os olhos. Apoiei a cabeça na borda. Suspirei como se tivesse acabado de descobrir o paraíso.

E então…

— Vai querer companhia?

Eu gritei.

Dei um pulo dentro da água que causou uma onda quente derramando pelas bordas da banheira. Meu coração disparou e eu quase escorreguei de volta na espuma.

— O QUÊ?! — arregalei os olhos, tentando cobrir o que já estava coberto. — Caleb?!

Ele estava de pé, do outro lado do banheiro. No chuveiro. Totalmente nu. Molhado. E com aquele sorrisinho atrevido que me dava raiva e borboletas ao mesmo tempo. A parede de vidro entre a banheira e o chuveiro era escura… e eu não tinha percebido que ele tava ali o tempo todo!

— Como assim você tava aí?! — eu disse, ainda tentando recuperar o ar e a dignidade.

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