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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 54

Caleb

O pescoço dela cheirava a sabonete e desejo. Um cheiro limpo, quente, misturado com o vapor da banheira e a tensão que pairava entre nós desde o escritório. Encostei os lábios ali de novo, dessa vez com mais calma. Ela fechou os olhos, e senti o arrepio correndo pelo corpo dela.

— Caleb... — sussurrou, quase sem força.

— Eu tô aqui. — Minha voz saiu grave, baixa, quase como um sussurro em resposta ao dela.

Meu nariz deslizou até a curva do ombro, enquanto minha mão subia devagar pela coxa dela debaixo d’água. Ela não me impediu. Ficou ali, respirando fundo, como se quisesse se entregar, mas ainda lutando com alguma coisa dentro dela.

— Você é linda demais — murmurei contra sua pele. — Eu poderia passar horas só aqui... te sentindo.

Ela virou o rosto, lentamente, até nossas bocas quase se tocarem. E, como se o mundo todo estivesse em silêncio, ela finalmente cedeu. Nossos lábios se encontraram, e o beijo foi calmo no começo, cheio de intenção. Um beijo de quem já se machucou antes, mas quer tentar de novo.

A língua dela encontrou a minha e o beijo se aprofundou, com mais urgência, mais calor. A mão dela subiu pelo meu peito molhado, parando na minha nuca. Seus dedos apertaram com força, como se estivesse se ancorando em mim.

Deslizei minha mão até a barriga dela e senti o tremor suave. Meu toque subiu, lento, pela lateral do corpo até alcançar seus seios. Ela suspirou contra minha boca quando envolvi um deles com a palma da mão, sentindo o peso, a firmeza, a perfeição dela em minhas mãos.

— Caleb... — gemeu, mas não como quem quer que eu pare. Era como se o nome escapasse dos lábios dela sem permissão.

Inclinei meu corpo e beijei a curva do seio, primeiro com suavidade, depois com mais desejo. Mordi de leve a pele úmida, e ela soltou um som que me fez perder qualquer resquício de racionalidade.

A água balançava ao nosso redor, criando um ritmo sensual. Meu corpo já estava completamente desperto para ela, meu desejo crescendo cada vez mais entre suas pernas. E ela sentia. Estava tão entregue quanto eu.

Afastei um pouco o corpo, só para vê-la. Ela estava ali, nua, vulnerável e ainda assim forte. Tão Pamela. Tão dona de si, mesmo quando deixava que eu a tocasse como se já fosse minha.

Deslizei minha boca por sua barriga, saboreando cada pedacinho como se fosse um caminho sagrado. Cada suspiro dela me dava mais certeza. Ela não queria que eu parasse. Não agora. Não quando nossos corpos gritavam o mesmo desejo.

Acariciei sua coxa e separei suas pernas devagar, com reverência. Olhei nos olhos dela.

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