Caleb
O quarto ainda estava com aquele cheiro de sabonete misturado com o perfume da pele molhada da Pamela. A luz suave do abajur deixava tudo mais íntimo, quase como se o mundo lá fora não existisse. Fechei a porta devagar, e quando me virei, ela já estava deitada entre os lençóis brancos, os cabelos úmidos espalhados pelo travesseiro, os olhos me observando com algo entre expectativa e incerteza.
Me aproximei devagar, como se aquele momento merecesse reverência. Pamela parecia uma miragem — pele quente, respiração calma, mas olhos intensos. Subi na cama e me deitei ao lado dela, passando a ponta dos dedos por seu braço, depois pelo contorno dos seus seios que ainda estavam parcialmente cobertos pelo lençol.
— Você é linda demais — sussurrei, mais pra mim do que pra ela.
Ela mordeu o canto dos lábios e fechou os olhos quando minha mão deslizou até sua cintura. Me aproximei mais, sentindo o calor do corpo dela colar no meu. Nossos rostos estavam próximos o suficiente pra eu sentir o ar que ela soltava pelo nariz, um suspiro que denunciava o desejo contido.
— Me beija — ela murmurou, quase como um desafio.
E eu obedeci. Nossos lábios se encontraram com uma urgência que eu vinha segurando há tempo demais. O beijo começou intenso, cheio de fome, mas logo se tornou mais profundo, mais lento, como se quiséssemos nos explorar por inteiro, sem pressa.
Minha mão escorregou para debaixo do lençol, e senti o corpo dela arrepiar quando meus dedos encontraram o caminho entre suas coxas. Ela estava molhada. Quente. Tão pronta quanto eu.
— Caleb... — ela gemeu baixinho contra a minha boca.
— Você me deixa maluco, Pamela — sussurrei, encostando a testa na dela. — Não tem mais como fingir que não te quero o tempo todo.
Ela deslizou as mãos pelas minhas costas, me puxando pra cima dela. Os corpos se alinharam como se fossem feitos pra se encaixar. Me apoiei nos cotovelos e beijei seu pescoço, descendo pela clavícula, enquanto ela arqueava o corpo, me oferecendo mais.
Beijei cada curva. Cada pedacinho da pele dela. Os seios firmes, sensíveis, que respondiam ao toque da minha língua com gemidos baixos. Chupei um, depois o outro, devagar, ouvindo como ela arfava, como me apertava contra si com as pernas.
— Caleb, por favor... — ela implorou, me olhando com os olhos pesados de desejo.
— Você vai me deixar maluco se continuar assim — falei com a voz rouca, colocando a mão entre suas pernas e começando a massageá-la devagar, os dedos explorando cada reação dela.

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