Acordei com a luz suave do sol filtrando pelas cortinas brancas. Por um segundo, pensei que tudo tivesse sido um sonho. O calor do banho, os beijos molhados, a forma como Caleb me olhava como se eu fosse o mundo dele… Tudo parecia bom demais pra ser real.
Virei no colchão macio e encontrei o outro lado da cama vazio. O coração acelerou. Será que eu tinha imaginado tudo? Será que o toque dele, as palavras sussurradas no meu ouvido, o jeito como ele dizia que me amava… será que foi coisa da minha cabeça?
Me sentei devagar, os lençóis ainda enrolados no meu corpo. Olhei ao redor. O quarto estava exatamente igual. Luxuoso. Limpo. Perfumado. Mas o silêncio me apertava o peito.
Até que ouvi a maçaneta girar.
A porta se abriu, e lá estava ele. Caleb Belmont. Usando apenas uma calça de moletom cinza, os cabelos levemente bagunçados, um sorriso preguiçoso nos lábios. Nas mãos, uma bandeja de café da manhã tão chique que parecia ter saído de um filme.
— Bom dia, meu amor. Dormiu bem? — ele perguntou com a voz mais doce que já ouvi dele.
Sorri, surpresa, encantada, derretida.
— Nossa... que lindo.
Na bandeja, uma xícara fumegante de café importado, croissants folhados perfeitos, potinhos de geleias artesanais, morangos enormes mergulhados em chocolate, suco de laranja recém-espremido e uma taça de espumante com duas cerejas boiando. Ao lado, uma rosa vermelha e um bilhetinho com a letra dele: “Pra mulher que virou meu mundo de cabeça pra baixo.”
Fiquei ali olhando a cena, completamente derretida por dentro.
— Caleb… isso é… — balancei a cabeça, sem conseguir terminar a frase. Era perfeito demais.
Ele colocou a bandeja sobre a mesinha do quarto e veio até mim.
— Vai lá escovar os dentes e ajeitar esse rostinho lindo — ele disse, me dando um selinho carinhoso. — Quero tomar café com você linda como sempre.
Dei uma risada baixa, ainda tímida com toda aquela fofura repentina.
— Tá bom… já volto.
Fui até o banheiro, sentindo o corpo ainda meio dolorido da noite anterior — do melhor tipo de dor. Lavei o rosto, escovei os dentes, prendi o cabelo num coque desajeitado e fiquei um tempinho encarando meu reflexo. Eu estava diferente. Era como se meu corpo soubesse que alguma coisa dentro de mim tinha mudado. Que agora... eu amava ele. E não dava mais pra esconder isso de mim mesma.
Voltei para o quarto e Caleb me esperava, encostado no batente da porta com os braços cruzados, me olhando como se eu fosse arte.
— Então, meu amor — ele repetiu, me puxando pela cintura. — Dormiu bem?
— Dormi sim — respondi, sorrindo.

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