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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 66

Pamela

Mesmo sendo agora parte da diretoria, eu não queria abrir mão de uma das coisas que mais me fazia sentir normal no meio daquela empresa gigantesca: o almoço com as meninas. Desde que comecei a trabalhar como secretária, o nosso grupinho era quase sagrado. A gente descia junto pro restaurante do prédio, ocupava sempre a mesma mesa e passava quase uma hora rindo, reclamando, trocando confidências que ninguém mais entenderia.

Agora, como gerente administrativa, parte do pessoal executivo, talvez eu devesse estar almoçando com os engravatados no salão reservado. Mas só a ideia de ficar rodeada de conversas sobre investimentos e aquisições me dava sono. Então, peguei minha bolsa e fui direto para o refeitório das funcionárias, como sempre.

As meninas já estavam lá. Carla, com seu cabelo ruivo preso num rabo de cavalo alto, rindo alto de alguma piada; Juliana, sempre discreta, mexendo no celular; e Ana Paula, a mais falante, contando algum drama do namorado.

— Olha quem chegou! — Carla abriu os braços como se eu fosse uma celebridade. — Nossa executiva preferida!

Revirei os olhos e ri. — Vocês não vão começar com isso. Eu sou a mesma Pamela de sempre.

— Aham — Ana Paula respondeu, sarcástica. — Mesma Pamela, só que agora com sala enorme, ar-condicionado próprio e cadeira de rainha.

— E uma secretária só dela! — completou Juliana, finalmente largando o celular. — Fala sério, Pamela, você subiu na vida.

Sentei na cadeira de sempre, bem no meio delas, tentando mostrar que nada tinha mudado. — Subi, mas continuo gostando de fofocar com vocês na hora do almoço.

Todas riram, e logo a conversa seguiu o fluxo de sempre: séries, moda, reclamações sobre relatórios infinitos. Eu estava relaxando, feliz por estar ali, quando uma sombra se aproximou da mesa.

Era Clarissa.

A nova secretária do Caleb, com aquele cabelo loiro platinado brilhando sob a luz do refeitório, maquiagem impecável e um vestido tão justo que parecia feito sob medida para causar. Ela equilibrava uma bandeja na mão e sorriu como se fosse dona do lugar.

— Posso me sentar com vocês? — perguntou, com uma voz doce demais para soar natural.

As meninas se entreolharam, meio surpresas, mas logo fizeram sinal para ela se juntar. Eu apenas sorri, mesmo sentindo meu estômago dar um pequeno nó.

Ela se acomodou bem na minha frente, cruzando as pernas devagar demais, e começou a mexer na salada como se fosse uma cena ensaiada.

A conversa seguiu, meio desconfortável no começo, mas logo Clarissa entrou no ritmo, rindo das piadas e contando histórias de seus empregos anteriores. Ela era boa em se misturar, eu tinha que admitir.

Até que o assunto, inevitavelmente, chegou nele.

— Então, Clarissa — Ana Paula começou, com aquele tom malicioso de sempre — como está sendo trabalhar diretamente com o senhor Belmont?

Meu coração disparou. Eu me forcei a tomar um gole da minha água, tentando parecer neutra.

Clarissa sorriu, e só aquele sorriso já me deu vontade de bater a cabeça na mesa.

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