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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 68

Pamela

Eu estava deitada de costas, o rosto enterrado no travesseiro, tentando controlar a respiração, mas as lágrimas teimavam em escapar. A raiva ainda queimava dentro de mim, mas agora misturada com tristeza. Eu odiava brigar com Caleb. Odiava mais ainda sentir esse nó no peito que parecia não desfazer nunca.

Eu me virei de lado, cruzando os braços sobre o peito, como se assim pudesse me proteger de tudo. Dele, de mim mesma, dos meus pensamentos que não paravam. A imagem da Clarissa sorrindo, falando aquilo, me assombrava sem parar. E as palavras dele, dizendo que eu estava exagerando, ainda ecoavam.

Ouvi a porta do quarto se abrir devagar. Passos firmes, conhecidos. O colchão afundou atrás de mim e logo senti o calor do corpo dele. Caleb deitou-se colado às minhas costas, envolvendo-me com os braços.

— Pamela… — a voz dele era baixa, quase um sussurro. — Eu não suporto te ver assim.

Fiquei rígida. Meu corpo queria ceder, mas minha cabeça gritava para eu continuar com os braços cruzados, para não facilitar.

Ele aproximou o rosto do meu pescoço, respirando fundo. — Eu te amo. Você sabe disso, não sabe?

Uma lágrima grossa escorreu pela minha bochecha, caindo no travesseiro. Eu fechei os olhos, tentando segurar, mas não deu. Um soluço baixo escapou, e logo outro.

— Eu nunca vou fazer nada pra te machucar — ele continuou, a voz firme, cheia de verdade. — Você é tudo que eu sempre quis. Eu não preciso de mais ninguém.

Minha garganta apertou. Eu queria acreditar. Eu acreditava. Mas o ciúme era cruel, corroía por dentro.

— Caleb… — minha voz saiu trêmula. — Eu não consigo tirar da cabeça o jeito que ela falou de você.

Ele deslizou a mão até a minha cintura, me puxando mais pra perto. — Porque você me ama. E quando a gente ama, dói só de imaginar qualquer risco. Mas não existe risco, Pamela. Não existe ninguém que consiga ocupar o seu lugar.

As lágrimas desciam, molhando o travesseiro. Eu sorria de leve entre o choro, porque as palavras dele eram um alívio. Mas ainda doía.

Ele me virou devagar, me fazendo deitar de frente para ele. Eu tentei resistir, mas acabei cedendo. Nossos olhares se encontraram. O dele estava calmo, intenso, cheio de certeza. O meu, ainda marejado, confuso, vulnerável.

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