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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 69

Pamela

Acordei decidida.

Podia ter chorado na noite anterior, podia ter brigado e até me rendido nos braços do Caleb, mas uma coisa eu tinha certeza: eu não ia dar espaço pra Clarissa. Nem meio metro.

Me arrumei cedo, escolhi um vestido elegante mas confortável, prendi o cabelo de um jeito prático e, antes de sair, me olhei no espelho com aquela cara de quem já tinha se armado inteira. Eu não ia arrumar confusão, não ia descer do salto, mas ia ficar de olho. E se aquela mulher achava que podia brincar perto do meu marido, ela ia perceber que eu estava muito atenta.

Peguei a chave do carro — o carro que o Caleb tinha me dado — e dirigi até o trabalho sozinha, como já tinha decidido. Não queria olhares, não queria fofocas. Eu queria discrição, mesmo que isso custasse uns minutos a mais de trânsito.

Quando cheguei ao prédio, respirei fundo, ajeitei a bolsa no ombro e entrei. O andar executivo parecia o de sempre, mas bastou eu pisar ali que meus olhos foram direto pra ela.

Clarissa.

E lá estava ela, plantada na mesa da secretaria do Caleb, mas parecia qualquer coisa, menos uma secretária. O cabelo agora loiro oxigenado brilhava sob a luz do teto, escorrido e marcado com babyliss nas pontas. O blazer discreto tinha sumido — no lugar, um vestido colado que marcava cada curva. O decote dava vontade de tossir de nervoso só de olhar. E os óculos? Desapareceram.

Se alguém tivesse me dito que era a mesma mulher que eu conheci na semana passada, eu não acreditaria. Aquela menina apagada, quase freira, agora parecia saída de um catálogo duvidoso de filme adulto.

Respirei fundo, disfarcei qualquer reação e apenas cumprimentei:

— Bom dia, Clarissa. Você mudou bastante...

Ela sorriu com uma confiança que eu não sabia de onde vinha. — Obrigada, senhora Pamela… digo, senhorita Monteiro. Resolvi me cuidar mais, né? A vida é curta.

Dei um sorriso educado. — Está linda.

E fui direto pra minha sala, sem dar margem.

Minha nova secretária, Dona Lourdes, já estava lá com a agenda em mãos. Ela era uma senhora doce, organizada, daquelas que me lembravam uma tia querida. Conversamos um pouco sobre os compromissos do dia, sobre a reunião de orçamento e algumas assinaturas que eu precisava buscar.

Mas, por dentro, eu estava ligada no radar. Eu queria saber cada movimento da Clarissa.

E a oportunidade não demorou a aparecer.

No meio da manhã, passando pelo corredor, ouvi claramente quando ela comentou com outra funcionária:

— Hoje eu vou tentar almoçar com o chefe. Dizem que uma refeição une as pessoas.

Minha respiração travou. Ela falava como se fosse um plano de guerra.

Voltei pra minha sala, peguei o celular e na mesma hora digitei uma mensagem para o Caleb:

"Amor, que tal almoçarmos juntos hoje? Eu estou com vontade de sair com você."

A resposta veio em segundos, como se ele estivesse esperando:

"Perfeito. Te encontro no térreo às 12h30. Vou te levar a um lugar que você vai adorar."

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