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A noiva substituta do Ceo romance Capítulo 77

Pamela

Acordei decidida. Eu não ia mais fingir que não via o que estava acontecendo. A cena da Clarissa praticamente nua no escritório ainda estava viva na minha cabeça, e quanto mais eu pensava naquilo, mais percebia que não era apenas uma questão de “gosto pessoal”. Era desrespeito com a empresa, com os colegas e comigo, como executiva responsável por manter a ordem.

Então, antes mesmo de sair de casa, já estava rascunhando mentalmente um memorando. Tomei café, me arrumei com calma e segui para o trabalho. Assim que cheguei, fui direto para minha sala. Liguei o computador, respirei fundo e comecei a digitar.

MEMORANDO INTERNO – REGRAS DE VESTIMENTAS

Prezados colaboradores,

A fim de mantermos a imagem profissional da nossa empresa e garantir um ambiente adequado de trabalho, ficam reforçadas as regras de vestimentas:

É obrigatório o uso de roupas formais ou semiformal, condizentes com o ambiente corporativo.

Decotes exagerados, saias excessivamente curtas, roupas transparentes ou semelhantes não são permitidos.

Lembre-se: aqui é um ambiente de negócios, não uma boate. A imagem que transmitimos reflete diretamente em nossa credibilidade diante dos clientes.

Contamos com a colaboração de todos.

Atenciosamente,

Pamela — Diretora Executiva

Li e reli o texto. Estava firme, mas educado. Sem indiretas, sem citar nomes, mas claro o suficiente para que qualquer um — principalmente ela — entendesse o recado.

Mandei imprimir cópias para todos os setores e pedi à recepção para entregar em cada mesa. Sentei, respirei fundo e voltei ao meu trabalho.

Mas, é claro, a paz não duraria muito.

Pouco depois das dez da manhã, ouvi a porta da minha sala se abrir com um estrondo. Nem sequer bateram. Clarissa entrou bufando, o memorando amassado na mão, olhos faiscando de raiva.

— Me poupe, Pamela! — ela disparou, batendo o papel na mesa. — Eu quero saber que porra é essa aqui!

Levantei os olhos devagar, como quem estava analisando um inseto barulhento, e respondi calma, sem elevar a voz:

— Não te ensinaram a bater na porta?

Ela bufou, riu debochada e cruzou os braços.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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