VICTOR BALTIMOR.
No dia seguinte, eu já estava no escritório aguardando os dois, ouvi uma batida na porta e logo Pablo entrou.
— Bom dia, Victor. — Me cumprimentou e olhou em volta. — Damon, ainda não chegou? — perguntou, sentando-se em uma das cadeiras à minha frente.
Olhei rapidamente para ele.
— Ele vem, ainda é cedo. Você que chegou adiantado.
Pablo soltou uma risada baixa.
— Será que vem mesmo? Tenho minhas dúvidas. Gente como Damon não sai da frente de um monitor. Aposto que nem sabe como é a luz do sol — disse com deboche.
Parei de ler e fechei a pasta devagar.
— Ele vem, foi uma ordem direta. Porque dessa implicância toda, Pablo?
Pablo abriu a boca para responder… Mas a batida na porta interrompeu. Olhei na direção.
— Entre.
A porta se abriu e lá estava Damon. Em carne e osso. Ele era uma pessoa silenciosa, séria e observadora. Quase não falava, o talento dele ficava nas mãos que dominavam um teclado e na sua inteligência no mundo digital.
Pablo ficou em silêncio, mas depois olhou com raiva para Damon, mas não disse nada.
Damon não olhou na direção dele, mas eu via seu maxilar tensionado. Entrou, fechou a porta, caminhou até nós e se posicionou.
— Senhor Baltimor. Bom dia! — me cumprimentou, mas não a Pablo, fez como se ele não estivesse ali.
— Bom dia. Sente-se.
Solicitei e ele obedeceu.
— Muito bem, espero que tenham trazido boas notícias. Comecem, por favor.
Pablo foi o primeiro.
— O CEO dos bancos Primes não é limpo. Já passou por cima de muita gente. Dívidas assumidas, propriedades tomadas antes do prazo… e sempre com contratos legalmente perfeitos.
Olhei para ele.
— Então já é padrão dele, fazer o que fez com Elisa?

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