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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 231

VICTOR BALTIMOR.

Eu tinha uma certa intuição para as coisas e comecei a pensar nos motivos de Damon ter dito que Bianca não era mulher para Pablo. Será que ele viu algo que Pablo não viu? E porque mudou de ideia?

Eu estava pensativa, quando ouvi Pablo falar e voltei minha atenção a ele.

— No começo não vi problema nenhum na aproximação deles e esse foi meu maior erro — continuou. — Nós três saíamos juntos, estudávamos juntos… Ela vivia no nosso apartamento.

— Vocês moravam juntos?

— Eu e Damon dividíamos apartamento na época.

Agora tudo começava a ficar pior. Muito pior. Pablo passou a mão pelo rosto lentamente.

— Eu confiava nele, ele era como um irmão para mim.

O silêncio que veio depois pesou no ambiente. E ali entendi que a ferida ainda estava aberta.

— O que aconteceu? — perguntei mais baixo.

O maxilar dele travou.

— Peguei os dois juntos.

Fiquei em silêncio imediatamente.

— Como assim, juntos?

Ele soltou uma risada amarga.

— Do jeito que você está imaginando.

Porra. Passei a mão na nuca devagar.

— Você os viu transando?

— Vi. Quer dizer, eu os encontrei na cama juntos.

A raiva na voz dele veio crua dessa vez.

— Voltei mais cedo para o apartamento. Eu havia ido visitar meu pai no final de semana, mas resolvi voltar antes, porque tinha na segunda avaliação, eram as provas finais e não podia vacilar. E encontrei ambos se beijando na minha cama.

O escritório ficou em silêncio. Até senti o peso daquilo. Que traição, baixa.

— E o Damon, o que disse?

Pablo soltou outra risada sem humor.

— Damon ficou parado, me olhando como se estivesse em choque.

— Ele tentou explicar?

— Sim, disse que não era aquilo que vi e que podia explicar. Mas eu não quis nem saber. Estava ali na minha frente; o que precisava ser explicado?

Aquilo não me surpreendeu nem um pouco. Eu também não iria querer saber.

— E Bianca, o que disse?

— Chorou. Disse que não planejou se apaixonar por ele. Pediu perdão e saiu correndo sem conversarmos.

Fechei os olhos por um segundo.

— E sabe o que é pior? — Pablo continuou, irritado. — Acho que aquele desgraçado nunca precisou fazer nada.

CAPÍTULO DUZENTOS E TRINTA E DOIS — DOR E  TRAIÇÃO. 1

CAPÍTULO DUZENTOS E TRINTA E DOIS — DOR E  TRAIÇÃO. 2

CAPÍTULO DUZENTOS E TRINTA E DOIS — DOR E  TRAIÇÃO. 3

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