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A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE. romance Capítulo 225

VICTOR BALTIMOR.

Depois daquela conversa na sala, eu não perdi tempo. Quando decido fazer algo, eu faço. Sem hesitação. Sem atraso. E, naquele caso, não era apenas sobre vingança. Era sobre justiça. Sobre proteger minha família. Sobre não deixar que pessoas como aquele banqueiro continuassem destruindo vidas impunemente. Mas, acima de tudo… era sobre Elisa.

Aquele olhar dela não saiu da minha cabeça. Quando eu disse que colocaria aqueles dois na lama, Elisa não recuou. Não hesitou nem tentou me impedir. Ela aceitou. E mais do que isso… ela quis. Isso não era mais só sobre mim. Era sobre ela. Sobre o que fizeram com ela. E sobre o fato de que ninguém… absolutamente ninguém… pisaria na minha mulher e sairia impune.

Voltei para o escritório com Pablo, logo após comermos. Melissa havia adormecido no meu colo, e Elisa ficou com ela. Entrei decidido, sem dúvida e espaço para erro. Veja bem, eu era justo, honesto, mas não era totalmente bonzinho, havia meu lado implacável e vingativo também. Ninguém é totalmente bom, como ninguém é totalmente mal. Eu, por minha família, viraria o virão sem pensar duas vezes.

Olhei para Pablo, eu precisava de respostas e sei que ele é um dos homens qualificados para me trazê-las.

Mas eu não confio em um único método. Nunca confiei. Quando quero respostas… cerco de todos os lados. Então, utilizaria Pablo e Damon para esse serviço. Os dois são muito competentes.

— Pablo, quero tudo sobre aquele banqueiro de merda. Preciso que investigue e traga informações, mas quero que faça isso pelo método tradicional.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Está falando de pessoas, assim como fiz com a faxineira? — perguntou e deu um sorriso de lado.

— Sim, exatamente. Mas me poupe dos detalhes, não quero saber de seus métodos de conquistador — confirmei.

— Faça ligações, contatos, pressão… o que for necessário. Quero nomes, histórias e qualquer buraco escondido que eles tenham. Quero saber da podridão que está debaixo do tapete, aquele esqueleto de dentro do armário. Se aquele maldito tiver cachorro, quero saber aonde defeca. Entendeu? Quero tudo sobre a vida daqueles dois e suas famílias e parentes, amigos, empregados, tudo. Quero saber das fofocas que rolam nos bastidores. Falei com empregados antigos e demitidos. Pessoas insatisfeitas tendem a falar mais. E pague se for preciso.

Ele sorriu.

— Agora você está falando a minha língua. Pode deixar que vou fazer meu melhor.

Assenti e peguei o telefone em seguida e fiz uma ligação, no segundo toque foi atendido.

— Damon.

CAPÍTULO DUZENTOS E VINTE E SEIS — QUERO SABER TUDO. 1

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