Luciano correu em dois ou três passos, abaixando-se para entrar, mas foi sutilmente impedido pelo motorista.
— Sr. Luciano, no banco da frente — Ele abriu a porta do passageiro da frente com naturalidade.
Luciano acenou com a mão:
— Sem problema, a Nina pode sentar na frente. Eu quero bater um papo com o Dante.
O motorista simplesmente fechou a porta traseira sem alterar a expressão:
— Sr. Luciano, a frente é mais espaçosa.
Luciano, claramente descontente, finalmente foi para o banco da frente.
— Luciano! — Nina o chamou.
— Entra no carro, entra logo, a gente conversa depois — Luciano não deu ouvidos a ela e simplesmente se jogou no banco.
No fundo, ele achava que Nina era covarde demais.
No telefone, Dante claramente já tinha se acalmado. O fato de convidá-los para entrar no carro era a prova de que estava dando uma brecha para eles fazerem as pazes.
Isso não acontecia todo dia.
Se ela recusasse a gentileza, logo teria que aguentar as consequências de forma mais dura.
— Vai ficar aí parada? Anda logo! — Ele a apressou.
Que idiota!
Nina empalideceu de tanta raiva.
Ele merecia mesmo ser engolido vivo pelo Dante!
— Sra. Lacerda, por favor — O motorista abriu a porta de trás novamente.
Nina virou as costas e começou a andar na direção oposta:
— Eu tenho outro compromisso, vou indo.
O motorista a alcançou em poucos passos, barrando seu caminho:
— Sra. Lacerda, não me coloque em uma situação difícil.
— Você quem está me complicando. Eu tenho direito de ir e vir, não entro no carro se eu não quiser. Sai da frente!
Enquanto falava, Nina ouviu o som de uma porta de carro se abrindo.
Ela virou a cabeça e viu aquele homem alto e imponente descendo pessoalmente do carro e caminhando na sua direção.
Com o coração disparado, seu instinto biológico a fez virar na mesma hora. Ela encostou as costas no tronco grosso de uma árvore próxima, observando com cautela o homem que se aproximava passo a passo.
As folhas farfalhavam acima de sua cabeça.
O vento daquela tarde soprava em seu rosto, trazendo um frescor agradável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Prisioneira do Magnata