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A Prisioneira do Magnata romance Capítulo 2

Nina não disse nada. Desligou a chamada e verificou o saldo do seu aplicativo do banco: pouco mais de trezentos e cinquenta reais.

Dante pegou o próprio celular:

— Quanto?

Nina mordeu o lábio, sentindo-se constrangida:

— Dois mil e quinhentos.

Poucos segundos depois, o dinheiro já estava na sua conta.

Nina sentiu uma vergonha inexplicável. Com os olhos vermelhos, aceitou a transferência e logo a repassou para Luciano.

Do outro lado, o recebimento foi instantâneo, seguido rapidamente por uma mensagem: 'Tem mais? Manda mais um pouco.'

Nina não conseguiu mais segurar e começou a chorar:

— Dante, dê um fim nele, eu te imploro! Suma com ele, ou então acabe comigo de uma vez.

Dante a puxou para si, abraçando-a de frente, contra o seu peito.

Nina chorava com facilidade; parecia carregar um oceano dentro de si. Quando começava, as lágrimas caíam em cascatas intermináveis.

— Está bem, quer que eu faça isso agora? — ele perguntou, enxugando as lágrimas do rosto dela enquanto pegava o celular.

Nina congelou por um instante e rapidamente empurrou a mão dele, afastando o aparelho.

Ela só tinha falado da boca para fora.

Ele era o único irmão que ela tinha; se ele morresse, ela não teria mais nenhuma família no mundo.

— Ele é o seu irmão biológico, não é? Mesmo que não dê imóveis, fundos de investimento ou ações da empresa, não daria para dar uma mesada todo mês? — Nina perguntou, soluçando.

Dante baixou o olhar com indiferença, encarando-a sem dizer uma única palavra.

Aquele olhar superior, típico de alguém acostumado a comandar, parecia uma silenciosa e opressiva forma de violência.

Nem mesmo os acionistas mais astutos e experientes conseguiam suportar aquela pressão, muito menos alguém tão frágil e inexperiente quanto Nina.

Nina sentiu o coração disparar sob aquele olhar, tremendo de frio apesar do quarto estar perfeitamente climatizado.

— Me desculpe, eu falei besteira... — ela murmurou, de cabeça baixa, admitindo o erro em voz bem baixa.

Foi nesse exato momento que Dante apareceu diante deles.

Vestia um colete social preto sobre uma camisa branca, revelando uma silhueta alinhada e ombros largos. Tinha um paletó jogado sobre os ombros e descia majestosamente pela deslumbrante escada em espiral de estilo francês.

Suas pernas eram incrivelmente longas.

Nina sentiu a garganta secar e, sem perceber, engoliu em seco.

Perto dali, a filha dos Albuquerque, Franciele Albuquerque, passou segurando um copo de leite e deu uma risada de desprezo:

— Olha só a sua cara de quem nunca viu nada na vida. Esse é o meu irmão, o futuro herdeiro do Grupo Albuquerque. Não é alguém que o seu tipo possa cobiçar.

Os lábios de Nina se moveram.

Ela queria explicar que só havia engolido em seco porque estava nervosa, e não porque desejava o irmão dela.

Mas, bem na hora, Luciano a puxou pelo braço, e os dois se encolheram perto do corrimão, morrendo de medo de bloquear o caminho do futuro herdeiro do Grupo Albuquerque.

Como Franciele já havia se afastado, Nina simplesmente abaixou a cabeça em silêncio.

Dante desceu o último degrau.

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