"Splash" — fez-se ouvir de repente.
A tinta preta, espessa como breu, foi lançada nas costas do homem.
A jovem que segurava o balde de ferro notou alguém se colocando na frente de Regina para protegê-la. Furiosa, ela rangeu os dentes e mudou de direção, decidida a jogar o resto da tinta.
Regina, de frente para ela, não hesitou: levantou a perna com firmeza.
Um estrondo!
Atrás da garota, uma dúzia de pessoas ergueram a cabeça ao mesmo tempo, acompanhando o movimento do balde de ferro que girava no ar. A tinta desceu, escorrendo por toda a cabeça da jovem, se espalhando pelo rosto e pelo corpo.
"Ah—!"
Com um grito de dor, o balde caiu no chão com um estrondo metálico.
A multidão ficou paralisada, chocada, sem conseguir se mover.
"Eu vou te matar!!!"
O homem que havia protegido Regina da tinta colocou-se mais uma vez à sua frente. "Mocinha, você quer ser detida?"
Os acompanhantes correram para segurar a garota. "Srta. Werneck, a polícia divulgou um comunicado, veja só."
[Comunicado de Ocorrência: Recentemente, ocorreu um ataque com arma branca na Escola Real Maple. O agressor, de sobrenome Barbosa (homem, cinquenta e seis anos, desempregado), acusou a mim (mulher, vinte e dois anos) de ter assassinado João, fugitivo de Cidade Norya por um ano e cinco meses, e de ter forjado a cena de suicídio sete anos atrás.
Após investigação, fui considerada a primeira testemunha, sem relação com o caso de João, tampouco com o caso de fraude de dois anos atrás. Barbosa recebeu dinheiro para tentar me matar, mas falhou e foi devidamente detido pelas autoridades, que continuam a investigação do caso.]
Mesmo assim, a garota continuava furiosa: "Alguém da delegacia é parente dela, encobriram tudo de propósito! Se ela fosse mesmo inocente, por que a Família Lima cortou relações com ela?"
"Vocês, que receberam dinheiro, segurem ela pra mim, batam!"

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