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A Rainha do Poder romance Capítulo 101

"Como está?"

A habitual gentileza desaparecera, dando lugar a um olhar obscurecido pela tormenta.

Ao verem os rostos sombrios dos dois, Raul soltou um sorriso frio. "Já que o vovô e Nicolas não aceitam minha irmã, eu vou embora com ela. Vou resolver isso do meu jeito."

Ele se virou e saiu.

Sr. Otávio, furioso, quebrou o copo com força.

No corredor, Raul ligou para Fagner. "Está tudo pronto?"

"Quase."

"Em duas horas, quero ver isso nos tópicos mais comentados."

Fagner hesitou antes de responder: "Chefe, seu avô pediu para não atacar o Grupo Gusmão nem o Grupo Branco. Devo publicar direto, sem passar pelo setor de comunicação?"

"Publique direto."

"Sim, senhor."

—

Embaixo do edifício residencial.

O local mergulhara em um silêncio inquietante.

Mais de uma dezena de homens corpulentos estavam caídos de qualquer jeito: deitados, ajoelhados ou encolhidos no chão.

O homem que havia protegido Regina da tinta estava ao lado, engolindo em seco.

A garota, com o rosto completamente sujo, permanecia a uma curta distância, a boca escancarada, mostrando os dentes brancos.

Na penumbra, um jornalista escondido sentia o coração disparar, grato por ter esperado ali e conseguido registrar aquela cena.

Assim que o vídeo fosse publicado, com certeza viralizaria — nem precisaria pagar para promover.

Regina se apoiava casualmente em uma coluna, com ar despreocupado.

Resolver problemas com força era sempre mais prático.

Ela acenou para a garota. "Venha cá."

A menina imediatamente se abraçou, chorando alto: "Você bateu neles, não pode bater em mim também." Tentou correr, mas as pernas não obedeciam.

"Não vou te bater, venha logo."

Ela fungou. "É sério?"

Regina assentiu. "Sim."

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