"Como está?"
A habitual gentileza desaparecera, dando lugar a um olhar obscurecido pela tormenta.
Ao verem os rostos sombrios dos dois, Raul soltou um sorriso frio. "Já que o vovô e Nicolas não aceitam minha irmã, eu vou embora com ela. Vou resolver isso do meu jeito."
Ele se virou e saiu.
Sr. Otávio, furioso, quebrou o copo com força.
No corredor, Raul ligou para Fagner. "Está tudo pronto?"
"Quase."
"Em duas horas, quero ver isso nos tópicos mais comentados."
Fagner hesitou antes de responder: "Chefe, seu avô pediu para não atacar o Grupo Gusmão nem o Grupo Branco. Devo publicar direto, sem passar pelo setor de comunicação?"
"Publique direto."
"Sim, senhor."
—
Embaixo do edifício residencial.
O local mergulhara em um silêncio inquietante.
Mais de uma dezena de homens corpulentos estavam caídos de qualquer jeito: deitados, ajoelhados ou encolhidos no chão.
O homem que havia protegido Regina da tinta estava ao lado, engolindo em seco.
A garota, com o rosto completamente sujo, permanecia a uma curta distância, a boca escancarada, mostrando os dentes brancos.
Na penumbra, um jornalista escondido sentia o coração disparar, grato por ter esperado ali e conseguido registrar aquela cena.
Assim que o vídeo fosse publicado, com certeza viralizaria — nem precisaria pagar para promover.
Regina se apoiava casualmente em uma coluna, com ar despreocupado.
Resolver problemas com força era sempre mais prático.
Ela acenou para a garota. "Venha cá."
A menina imediatamente se abraçou, chorando alto: "Você bateu neles, não pode bater em mim também." Tentou correr, mas as pernas não obedeciam.
"Não vou te bater, venha logo."
Ela fungou. "É sério?"
Regina assentiu. "Sim."

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