A pergunta dele veio de forma muito repentina.
Regina deixou transparecer um leve traço de surpresa no olhar, ela sabia que o "já se viram" a que ele se referia não incluía os últimos meses.
Da última vez, ela tivera o mesmo pensamento.
Os dois se entreolharam, sem qualquer animosidade, tampouco faíscas — tudo permanecia calmo e sereno.
Regina respondeu: "Acho que nunca nos vimos, não."
Ela o observou, recordando-se de algo, e então ergueu as pálpebras com entendimento: "Mas você se parece um pouco com o filho de uma amiga minha."
Talvez, fosse esse o motivo de Hilton lhe parecer tão familiar.
Ele curvou levemente os lábios num sorriso: "Se houver oportunidade, faço questão de conhecê-lo."
O diálogo não prosseguiu.
Regina começou a trabalhar, toda vez que pedia um equipamento, Hilton conseguia encontrá-lo com precisão e entregá-lo prontamente.
Ele parecia bastante familiarizado com os objetos do laboratório.
Com a ajuda dele, a eficiência de Regina aumentou consideravelmente.
Rolando retornou ao hospital e deu de cara com a avó e o primo, que tinham ido visitar a mãe dele.
A avó Novaes estava com uma expressão de espanto: "Mas não era só cem milhões? Como é que ficou tão nervosa assim? Mamãe te transfere duzentos milhões."
Bárbara segurou a mão da avó Novaes, impedindo a transferência: "Não é uma questão de dinheiro, só não entendo — era o avô de sangue dela, e ela cortou relações dessa forma, foi duro demais."
Ouvindo isso, Rolando fez uma careta e resmungou: "Mãe, mas foi o vovô que, ao ouvir rumores ruins, rompeu primeiro. Como pode colocar a culpa na Regina?"
Ivan, surpreso ao ouvir Rolando defender Regina, levantou os olhos para ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Rainha do Poder