A avó Novaes estava com uma expressão complicada, sem dizer mais nada.
Do lado de fora do quarto, Ivan olhou para o primo:
"Você foi ver a Regina?"
"Fui."
"E como ela está?"
"Está bem." Ainda consegue brigar.
Percebendo algo, Rolando estreitou os olhos e se aproximou:
"Ivan, essa é a primeira vez que você se preocupa com uma garota que não é da sua família de sangue."
Ivan ficou em silêncio.
"Ela é parente da Família Novaes."
Rolando sorriu de leve:
"A Família Novaes tem tantos parentes, por que nunca te vi se preocupar com os outros?"
Ivan não se deu ao trabalho de discutir e saiu:
"Vou para a delegacia."
"Ei, já são sete horas, vai trabalhar a essa hora?"
"Hora extra!"
Quando Ivan chegou à delegacia, Zildo correu até ele:
"Nelson negou tudo sobre o negócio, pediu um advogado e ainda quer ver a Regina."
Ivan lançou um olhar frio:
"Manda ele sumir."
"Já conseguimos localizar a família do Fernando. Ele foi enganado em um investimento, ficou cheio de dívidas e, dizem, está se escondendo por causa dos cobradores."
"Isso tem a ver com o Raul?"
Zildo balançou a cabeça:
"Não sei."
"Mas assim que o Fernando chegou em Cidade Maple, saiu falando que a filha era herdeira da Família Lima. Ser alvo era esperado."
Ivan ficou parado, pensativo. Zildo, percebendo, não disse mais nada.
"Só fique de olho, não se envolva nos problemas deles."
Mesmo que Raul estivesse envolvido, o que ele poderia fazer? Não tinha o direito de tirar dos outros o desejo de defender a irmã.
Desde que não passassem dos limites, ele faria vista grossa.
—
Regina tinha um velho hábito: quando trabalhava, esquecia do tempo. Quando finalmente se lembrou, perguntou sem olhar para trás:
"Que horas são?"
Depois de tanto tempo sem falar, sua voz saiu rouca.
Hilton olhou o relógio:
"Uma e cinquenta."
Regina parou de repente:
"Já está tão tarde?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Rainha do Poder