Xavier franziu a testa, sua voz saiu fria: "Abra."
Dona Susana assentiu.
A porta se abriu, e uma brisa fresca entrou pela porta de vidro que ia do chão ao teto.
Xavier ajeitou a franja caída na testa e entrou com passos firmes.
O espaço ali dentro era enorme, e o som dos passos "toc, toc, toc" ecoava pelo ambiente.
Havia banco romano, esteira, máquina borboleta, barra de pesos... todo tipo de equipamento de ginástica.
Xavier observou cada um deles e notou sinais de uso, não eram apenas peças de decoração. Isso inexplicavelmente o deixou de bom humor.
Ele nunca gostara de mulheres que desperdiçavam.
Bem no centro, pendia um saco de pancadas, e perto dali estavam vários pares de luvas de boxe.
Regina também praticava boxe?
Indo para a esquerda, numa das paredes havia uma placa retangular de madeira.
Xavier achou estranho, aproximou-se e viu que a madeira estava cheia de marcas de agulhadas, tão densas que chegaram a arrepiar seu couro cabeludo.
O que ela andava fazendo?
Por fim, chamou a empregada: "Tire esta placa. Está feia e incomoda. Jogue fora tudo que está aqui dentro e compre um novo conjunto, igual ao modelo e especificações originais."
Ele já havia analisado aqueles equipamentos: todos eram de primeira linha.
Melissa gostava de boxe, aquela academia seria perfeita para ela.
O rosto de Dona Susana ficou aflito e ela respondeu: "Senhor, as coisas da senhora são todas feitas sob encomenda, não sei os modelos."
"Não tem a nota?"
Ela pensou com atenção e se animou: "Tem sim, senhor, aguarde só um momento."
Em menos de cinco minutos, Dona Susana trouxe a nota. Xavier, ao olhar, arregalou os olhos: "Noventa milhões? Ela gastou noventa milhões nessas coisas? Como pode ser tão esbanjadora!"
A empregada ficou calada num canto. Pensou em dizer que a senhora tinha usado seu próprio dinheiro, mas vendo o patrão tão zangado, achou melhor não comentar.

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