Impossível, ela cresceu no interior, de onde teria conhecido alguém tão influente assim?
Xavier, com extremo cuidado, recolocou o quadro em seu lugar e logo tirou uma foto, dizendo: "Guarde bem estas três pinturas. Ninguém pode tocá-las."
Embora fossem apenas cópias, o autor demonstrava uma habilidade extraordinária, certamente conhecia profundamente Miguel.
Dona Susana percebeu a seriedade do jovem patrão e, intrigada, coçou o nariz.
Aquelas três pinturas seriam assim tão importantes?
Ela ainda se lembrava de quando a senhora trouxe os quadros para casa, largando-os sem cuidado no sofá, pedindo que ela mandasse emoldurar.
O desdém era evidente em cada gesto e expressão.
Ela mesma pensara que fossem apenas pinturas comuns, chegando a não prestar muita atenção ao limpá-las.
Pelo visto, seria preciso tratá-las com mais cautela dali em diante.
Após enviar as fotos para alguém, Xavier foi ao apartamento de Melissa.
"Melissa, tudo se confirmou como você suspeitava. Regina tem tendências violentas. O braço da Dona Moraes está todo machucado, não sei se ela se feriu em outros lugares também."
Dona Moraes era a pessoa mais antiga da Família Gusmão.
Se Regina era capaz de ferir até Dona Moraes, imagine os outros.
O semblante de Melissa se encheu de dor, sua voz era gelada: "Ela passou dos limites. Temos que expor sua verdadeira face no tribunal."
Diante da raiva de Melissa, que superava até a sua, Xavier acabou se acalmando, mudando de posição para confortá-la.
Ela era boa demais — foi por isso que, mesmo caída pela doença e quase sem forças, arriscou a vida para tirá-lo do meio dos mortos e ainda curou sua enfermidade.
Com um olhar terno, Xavier a envolveu pela cintura e a beijou. "Melissa..."
Melissa resmungou, empurrando-o: "Vai tomar banho."
"Está bem, me espere."
Xavier correu para o banheiro.
Sorrindo, Melissa sentou-se na cama à espera dele.
Na mesa de cabeceira, o celular de Xavier vibrou duas vezes.
Melissa pegou o aparelho sem pensar.

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