A marca de tapa em seu rosto estava muito evidente, Júlio sentiu-se envergonhado e, depois de insistir bastante com a mãe, conseguiu dois dias de "licença médica".
Ele caminhava pela rua com os remédios nas mãos e, ao se aproximar de casa, viu dois indivíduos vestidos de maneira simples espiando pelo portão.
Júlio apressou o passo.
"O que vocês estão fazendo aí?"
Os dois se assustaram com um sobressalto.
Fernando, que viera depois de gastar dinheiro investigando a Família Lima, reconheceu Júlio imediatamente e logo exibiu um sorriso bajulador.
"Olá, somos os pais adotivos da Regina. Viemos especialmente do interior para ver nossa filha."
Fernando sabia muito bem o quanto a Família Lima valorizava Tina, então usou Regina como pretexto.
Assuntos de dinheiro só poderiam ser tratados em particular, de jeito nenhum a Família Lima poderia descobrir.
Camila interveio: "Queremos apenas dar uma olhada nela, não vamos demorar. Não queremos atrapalhar a vida da Angelica."
Só agora Júlio soube qual era o nome antigo de Regina.
O nome de sua irmã fora escolhido pelos pais com muito carinho: Tina, que simbolizava pureza, nobreza, beleza e elegância.
Antes de Regina voltar para a Família Lima, os pais adotivos também pensaram bastante antes de nomeá-la Regina, significando "rainha renascida".
Pensando bem, parecia que ninguém jamais mencionara o nome antigo de Regina.
Júlio observou atentamente os dois, e em seu olhar surgiu certa desconfiança: "Regina já está casada há tempos. Por que não vão até a Família Gusmão? Por que vieram à minha casa? E só agora, depois de dois anos, vocês se lembram de visitá-la?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Rainha do Poder