Hilton e Regina eram muito próximos?
Quando Zildo passou com o carro, Hilton já havia ido embora.
Ivan voltou a si, abriu a porta traseira e disse: "Por favor, entre!"
Raul tinha uma expressão um tanto desagradável, enquanto Regina permanecia serena. "Irmão, no mais tardar amanhã eu volto."
Raul assentiu com a cabeça.
João tinha cometido muitos delitos, e sua morte parecia inevitável. Se o objetivo fosse apenas incriminar Regina, Ivan não teria motivo para se indispor com a Família Lima. Ele devia ter outro propósito.
Ele confiava na irmã.
Regina entrou no carro.
Ivan também subiu e sentou-se ao lado dela.
O silêncio tomou conta do veículo.
Zildo, de tempos em tempos, lançava olhares pelo retrovisor, impressionado com a capacidade de Regina de suportar aquela situação.
Qualquer pessoa comum, acusada de assassinato, demonstraria algum tipo de emoção — espanto, pânico, medo, preocupação... Mas ela, nada.
Estava tão calma como se estivesse apenas voltando para casa.
No início, ele também achava impossível que uma garota de quinze anos fosse capaz de matar um criminoso tão notório, mas agora já não tinha mais certeza.
"Você não está nem um pouco preocupada em ser condenada?" Ivan perguntou de repente, com o olhar fixo em seu rosto.
Regina se recostou no banco e respondeu, com tranquilidade: "Não fui eu quem matou, por que me preocuparia?"
Eles iriam interrogá-la na delegacia, então Ivan não fez mais perguntas.
—
Família Gusmão.
Zacarias encarava os dois com o rosto fechado, a voz carregada de fúria: "Por que não conversaram comigo antes de aceitar diretamente o pedido de ação judicial da Regina?"
Xavier respondeu: "Vovô, Regina assinou o acordo pré-nupcial. Nossas chances de vencer são mínimas, não há motivo para insistir nisso."
O velho ficou tão furioso que parecia prestes a agir, mas Melissa interveio rapidamente: "Vovô, Regina foi levada pela polícia, suspeita de assassinato!"

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