"Não me importo."
Logo, o policial responsável colocou o detector de mentiras em Regina.
Ivan olhou para o aparelho, todos os indicadores dela se mantinham estáveis, quase em linha reta.
"O aparelho está com defeito?"
O policial responsável conferiu o equipamento e balançou a cabeça: "Não, está funcionando."
Mesmo uma pessoa inocente teria alguma oscilação emocional sentada naquela sala de interrogatório.
Mas Regina permanecia assustadoramente calma.
Ivan perguntou: "Seu nome verdadeiro é Angelica?"
Regina respondeu: "Senhor policial, meu sobrenome sempre foi Lima. Se quiser mesmo investigar o nome de batismo, talvez fosse Tina."
O que ela disse fazia total sentido.
Ivan continuou: "Você odeia as pessoas da Família Lima?"
Regina arqueou a sobrancelha. "Essa pergunta tem relação com a acusação de homicídio?"
Ele explicou: "Tem sim, preciso testar a precisão do aparelho."
"Não odeio."
"Você odeia Tina?"
"Não odeio."
"Você odeia seus pais adotivos?"
Houve uma pequena oscilação nos gráficos, mas dentro do normal.
Regina sorriu de leve. "Quem seriam meus pais adotivos?"
Ivan levantou a sobrancelha, seu rosto ficou sério. "Fernando e Camila não são seus pais adotivos?"
"Eles nunca cuidaram de mim de verdade, como poderiam ser considerados meus pais adotivos?"
Antes dos dois anos de idade, realmente cuidaram dela, mas no momento em que a venderam, tudo terminou.
Ivan engasgou um pouco, não continuou o assunto. "Você sabe quem pagou Ruben para te matar?"
"Não sei."
O gráfico não oscilou.
"Há sete anos, você encontrou Maísa?"
"Quem é Maísa?"
...
O interrogatório durou exatos sessenta minutos.
Ao final, Ivan estava visivelmente mais cansado.
Ele olhou para o detector de mentiras. "Regina foi treinada. O aparelho não funciona com ela."
Zildo também percebeu algo estranho. "Oficial Novaes, e agora?"
"Maísa já chegou?"

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