Lucretia estava furiosa! Como é que Dreida podia falar tanta besteira? E ainda falou de forma condescendente, fazendo com que ela, Lucretia, parecesse uma traidora, enquanto Dreida saia como a irmã de bom coração.
“Que cretina!”
Ela não se deu conta de que tinha enfiado as unhas em Rhys, segurando-se para não levantar dali e dizer umas poucas e boas na cara da meia-irmã. Só quando recebeu um leve “chute”, foi que percebeu o que fazia. Ela levantou o olhar devagar, encontrando com os olhos gelados de Rhys.
“Oh, droga! Ele vai entregar minha presença!”
Lucretia estava apoiada com as mãos nos joelhos de Rhys e, ela não se dava conta, mas aquela posição era extremamente tentadora, para o macho em questão. Ele sentiu um arrepio leve, como se estivesse “coçando” debaixo da própria pele. Ele se inclinou para baixo.
— Se não quer que ela saiba que está aqui, fique quieta, diabos!
Jamil e Martin se entreolharam. Rhys não era daquele jeito! Por que ele não deixou Dreida Bellanti saber que Lucretia estava ali? Porque não a puniu? Enquanto o primeiro ficava mais satisfeito, o Beta não gostou nada da atitude do Alfa, mas se calou.
— Tenho um novo pet que gosta de se esconder quando está com medo.
— Um pet? — Dreida perguntou, meio confusa, mas forçou um sorriso. — Posso ver?
— É uma gatinha. Fofa, linda, na verdade, mas com um temperamento terrível. As garras são afiadas, então, é melhor não mexer com ela, senhorita Bellanti. Em vez disso… por que não me diz o que tem aí nas suas mãos?
Lucretia queria morder Rhys por compará-la a um pet! Como ele se atrevia?! Ela apenas apertou os lábios e o fuzilou com o olhar. Rhys percebeu, claro, e um leve sorriso se curvou no canto dos lábios dele. Provocar Lucretia Bellanti era realmente… irresistível.

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