O asco subiu pela garganta de Lucretia, onde Kolby tocava, era quase doloroso. Mas ela engoliu. Ela tinha que aturar, por enquanto.
“Ser uma humana não é nada divertido! Menos ainda, conveniente!”, ela reclamou internamente.
— Lu, você tá me tentando! Sabe que eu te quero!
Os olhos de um azul profundo, quase escuros demais, de Kolby, estavam fixos nos cor-de-mar de Lucretia. Mesmo sem a loba, ela podia sentir o desejo dele tomando o ambiente e, claro, encostando nela.
“Não, se segura, Lu! Isso vai passar!”
— Mas você tem uma fêmea, Kolby. Você a marcou.
O macho puxou o ar, enchendo os pulmões, enquanto as narinas se inflamavam. Ele odiava lembrar disso!
Ele levantou uma das mãos e tirou o cabelo de Lucretia da frente do rosto dela, aproveitando para roçar a pele na bochecha quente da fêmea. Por um momento, a ruiva se lembrou de quando eram noivos, de como ele ainda era carinhoso, antes de começar a ficar estranho e distante.
— Eu vou consertar isso, amor.
“Amor!”, ela repetiu mentalmente, desdenhosa.
— Como? Vai pedir uma separação? Sabe que isso não será bem visto. Vai manchar a reputação do bando. Ainda mais depois de tudo o que já aconteceu entre Deidra, você e eu.
O maxilar de Kolby moveu-se de um lado para o outro. Foi difícil contornar os rumores. Quando Lucretia sumiu, todos assumiram que o que foi dito era verdade, que ela era a traidora que havia fugido. Porém, o retorno dela abalou tudo e os outros bandos passaram a ver o CrestMoon como não confiável.

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