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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 127

Ela encostou a orelha e tentou ouvir alguma coisa, qualquer coisa. Nada. Bateu de novo, timidamente, sem tirar os olhos do corredor.

Um farfalhar de tecido, muito leve. Lucretia teria escutado, se a loba dela pudesse melhorar suas capacidades, mas como humana, não.

— Pai? — Lucretia falou na fechadura. — O senhor está aí?

O som de salto alto contra a madeira fez Lucretia afastar-se e ir, nas pontas dos pés, até o próprio quarto e fechar a porta com cuidado. Ela esperava que Jeane não tivesse ouvido nada.

Recostou-se contra a madeira e soltou o ar que tinha prendido. Abaixou-se e tentou ouvir alguma coisa. O trinco da fechadura virando, a porta abrindo passos e, então, se fechando. A chave foi virada novamente.

“Filha da mãe! Eu tenho certeza de que ele está ali!”

Mas como ela poderia ter certeza? Seria muito arriscado perguntar a qualquer ômega, pois ela não tinha como saber quem estava com Jeane e quem se manteria fiel a ela e ao bando, de fato.

A janela. O problema era: qualquer um a veria do lado de fora da janela do quarto do Alfa. Como explicar? Nesse momento, ela queria poder se transformar em um pequeno inseto voador.

Lucretia andou de um lado para o outro. Então, mordendo os lábios, ela virou para a própria porta e decidiu sair, caminhando até o quarto do pai. Respirou fundo e bateu.

— Jeanne? — ela chamou. Bateu de novo. — Posso falar com você?

Dentro do quarto, a madrasta praguejou baixinho. O que aquela fedelha queria? Ela inspirou fundo e foi abrir a porta, colocando um belo sorriso no rosto.

— Querida! — ela disse e saiu rápido do quarto, fechando a porta atrás dela, mantendo o braço para trás enquanto segurava a maçaneta.

— Nossa, você saiu de um jeito. — Lucretia disse e olhou em direção ao quarto. — Fechou a porta como se estivesse escondendo alguma coisa.

— Eu queria saber se você viu um colar meu. Eu o deixei aqui… não levei tudo quando fui embora. Ele já tinha sumido e agora voltei a procurar, para ter certeza de que não ficou em algum cantinho.

Era uma mentira. Uma mentira deslavada. Mas foi o que ela conseguiu pensar.

— Colar? — Jeane perguntou, franzindo a testa. — Nenhum ômega me falou nada sobre ter encontrado qualquer jóia. Mas eu vou perguntar, não se preocupe. Tem certeza de que caiu aqui, e não no ShadowBlood ou… no meio do caminho?

— A única vez que eu fui andando até o ShadowBlood… bom, você sabe quando foi, não é? E as circunstâncias. — Lucretia disse e viu Jeane ficar desconfortável. — Sim, tenho certeza de que foi aqui. Talvez… tenham achado que era seu?

— Meu?

— Sim! — Lucretia disse. — Faria sentido, não é? Quer dizer, se não pensaram que é da Deidra, só poderia ser seu. Uma jóia, eu duvido que um ômega usaria. Então… se importa se eu der uma olhadinha? Você fica do meu lado, não vou pegar nada que não seja meu.

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