Ela encostou a orelha e tentou ouvir alguma coisa, qualquer coisa. Nada. Bateu de novo, timidamente, sem tirar os olhos do corredor.
Um farfalhar de tecido, muito leve. Lucretia teria escutado, se a loba dela pudesse melhorar suas capacidades, mas como humana, não.
— Pai? — Lucretia falou na fechadura. — O senhor está aí?
O som de salto alto contra a madeira fez Lucretia afastar-se e ir, nas pontas dos pés, até o próprio quarto e fechar a porta com cuidado. Ela esperava que Jeane não tivesse ouvido nada.
Recostou-se contra a madeira e soltou o ar que tinha prendido. Abaixou-se e tentou ouvir alguma coisa. O trinco da fechadura virando, a porta abrindo passos e, então, se fechando. A chave foi virada novamente.
“Filha da mãe! Eu tenho certeza de que ele está ali!”
Mas como ela poderia ter certeza? Seria muito arriscado perguntar a qualquer ômega, pois ela não tinha como saber quem estava com Jeane e quem se manteria fiel a ela e ao bando, de fato.
A janela. O problema era: qualquer um a veria do lado de fora da janela do quarto do Alfa. Como explicar? Nesse momento, ela queria poder se transformar em um pequeno inseto voador.
Lucretia andou de um lado para o outro. Então, mordendo os lábios, ela virou para a própria porta e decidiu sair, caminhando até o quarto do pai. Respirou fundo e bateu.
— Jeanne? — ela chamou. Bateu de novo. — Posso falar com você?
Dentro do quarto, a madrasta praguejou baixinho. O que aquela fedelha queria? Ela inspirou fundo e foi abrir a porta, colocando um belo sorriso no rosto.
— Querida! — ela disse e saiu rápido do quarto, fechando a porta atrás dela, mantendo o braço para trás enquanto segurava a maçaneta.
— Nossa, você saiu de um jeito. — Lucretia disse e olhou em direção ao quarto. — Fechou a porta como se estivesse escondendo alguma coisa.

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