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A Segunda Chance do Alfa: Minha escrava, minha Luna. romance Capítulo 128

— Ah, agora? — Jeane perguntou, incomodada. — Eu não acho que…

— Ah, é rapidinho. — Lucretia tentou passar, mas Jeane a empurrou. — O que é isso?

— Eu falei que estou ocupada! Lucretia, você não é mais uma criança! — Jeane inspirou fundo. — Quando puder entrar, eu aviso. Agora, com licença!

E fechou a porta, com força, na cara de Lucretia.

Por mais que não tivesse entrado, a ruiva só teve as suspeitas confirmadas. Se não era o pai dela ali, talvez drogado, ela não saberia dizer, tinha alguma coisa que Jeane não queria que ela visse. Mas Lucretia esperaria o momento certo.

Ela pegou o celular e ligou para Haylie.

— Hey! — ela disse. — Haylie, alguma notícia do Rhys?

— Não. — A moça falou. — E como você tá? O desgracento do Alfa Sheffer ainda no seu pé? Notícias do seu pai?

Haylie era a pessoa que Lucretia mais confiava, pois cresceram juntas.

— Eu já te disse que acho que a Jeane tá escondendo algo.

— Bruxa! Ela é uma bruxa, sabia?

Aquela palavra despertou alguma coisa na mente de Lucretia, mas ela não conseguia dizer o quê.

— Haylie, você acha que a Jeane pode tá se envolvendo com bruxaria?

Enquanto isso, Lucretia deitou-se na cama, suspirando profundamente. Se Rhys estivesse ali, ele saberia melhor o que fazer. Ele tinha mais experiência e, com o lobo dele, podia sentir as coisas. Lucretia só podia imaginar, Rhys teria certeza se Jeane estivesse mentindo. O cheiro mudava.

Enquanto isso, Rhys estava entre dormir e ter momentos de lucidez. Ele precisava sair daquele lugar.

O lobo dele estava adormecido, porque as drogas mais as correntes de prata impediam que ele conseguisse contato. Ele sabia que ficaria com cicatrizes feias pelo corpo, mas o que ele podia fazer?

Sorriu de leve. Lucretia não se importaria com isso. Ela não era fútil. Pensar nela e na possibilidade de voltar a vê-la era o que o mantinha são e com esperanças. Martin tinha conseguido fugir? Ele queria acreditar que sim.

Dias antes, ele teve uma visão. Rhys ainda duvidava se tinha realmente acontecido ou se foi tudo fruto da imaginação dele, já que estava em um estado mental deplorável e suscetível a alucinações.

Selene apareceu para ele, dizendo que tudo estava acontecendo por um motivo. E que ele deveria se permitir. Rhys perguntou o que ela queria dizer, e ela apenas disse: enquanto você mesmo se acorrentar, não poderá ser livre. A maior prisão é aquela que nós mesmos criamos. Além disso, segundo ela, o tempo estava passando. E nem tudo poderia ser revertido e consertado, se ele não despertasse.

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